Segurança
Fundos de Venture Capital vêem pouco espaço para startups de segurança
Em um painel na conferência Black Hat, executivos destes fundos falam da dificuldade, mas empreendedores não devem perder a esperança.
Por COMPUTERWORLD
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Segurança foi um dos temas mais quentes de investimento em tecnologia depois
dos atentados de 11 de setembro de 2001. Contudo, defendem executivos de fundos
de Venture Capital em painel na conferência Black Hat, estes aportes não
geraram os retornos esperados, com poucas ofertas públicas de ações iniciais
(IPO) ou aquisições destas empresas iniciantes. “A realidade é que não houve
tanto retorno quanto as pessoas esperavam”, diz Mark McGovern, responsável por aportes
em tecnologia na empresa de investimentos In-Q-Tel.
Nos últimos anos, um número maior de start-ups começaram a perseguir as mesmas
idéias, defende Maria Cirino, sócia da.406 Ventures. “Tornou-se lotado em um
espaço pouco lucrativo. Quando isso acontece, acredito que coloca muita pressão
em termos de resultados”.
Mesmo assim, com as diversas start-ups de segurança hoje, isso não significa
que não exista espaço para inovação. Aderência à normas é a área mais ativa de
investimentos, mas os participantes do painel acreditam que existam outros
setores com poucas ações. Empresas com serviços que são ‘tecnologicamente movimentados’
são interessantes, diz Cirino. “Estas são mais interessantes do que empresas de
software hoje em dia.
Acreditamos que esta é a estratégia das companhias gigantes”.
As compras recentes do Google dos fornecedores de serviços de segurança Postini
e Green Border “uma tendência muito interessante” para os investidores, ela
acrescenta.
Outra área destacada é segurança física, com grande oportunidade para integrar
segurança em tecnologias de rede, defende McGovern. “Existe pouquíssimo dinheiro
sendo investido em segurança física”, diz. Mesmo sendo uma preocupação
importante, hoje não já muita alternativa além do ‘guarda na porta’.
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