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Segurança

Um chip de RFID e uma vida de cachorro

Especialista britânico em segurança assumiu a identidade de seu cachorro para mostrar como é possível se aproveitar maliciosamente de sistema de controle de animais.

Por IDG News Service, EUA

29 de novembro de 2007 - 08h05
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Por alguns dias neste mês de novembro, o especialista britânico em segurança Adam Laurie viveu como um cachorro. Isso porque Laurie clonou o chip RFID de seu animal de estimação como uma exercício hacker de controle de identidade.

Apesar de ter sido apenas uma experiência, esse tipo de "clonagem" animal pode se tornar um risco importante à medida que os países mais desenvolvidos passem a adotar sistemas baseados em RFID para controlar seus rebanhos.

Atualmente, Japão e o Reino Unido são os países mais avançados nesse sentido, usando RFID para criar sistemas de controle que verifiquem idade e origem de rebanhos, como uma forma de evitar problemas de grandes proporções causadas por epidemias como a doença da vaca louca e gripe aviária. O departamento de agricultura dos EUA também está testando a tecnologia como parte do projeto nacional de identificação animal.

Sistemas como esse vêm mudando a forma das pessoas comprar carne, segundo Sue Brown, gerente de produtos da Destron Fearing, fabricante de sistemas de rastreamento baseados em RFID. No Japão, os consumidores podem scanear um pacote de carne e acessar uma foto da pessoa que criou a vaca, além de detalhes sobre como o produto chegou ao país.

Apesar dos esforços de alguns fabricantes em criar etiquetas, teoricamente, à prova de clonagem, Laurie lembra que a comunicação em RFID é realizada sem criptografia, o que permite a captura e replicação dos dados. E até mesmo sua alteração. "Se você cria uma outra etiqueta com a mesma identidade, é possível 'clonar' o animal. Ou pelo menos sua identidade", afirma o especialista.

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Por que alguém faria isso? Um fazendeiro que queria trocar a identidade de um animal doente em seu rebanho para proteger-se de sanções legais, por exemplo, poderia fazê-lo. E aí o risco de contaminação é imenso.

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