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Segurança

Ciberespionagem é ameaça crescente à segurança nacional, diz McAfee

Em relatório, empresa afirma que a economia do cibercrime cresce à medida que ameaças mais sofisticadas visam dados pessoais, serviços online e aplicativos de redes de relacionamento.

Por Redação do COMPUTERWORLD

09 de janeiro de 2008 - 10h00
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O aumento da ciberespionagem internacional será a maior ameaça à segurança em 2008. Este é o destaque do terceiro relatório anual de criminologia virtual da empresa de soluções de segurança McAfee. O documento examina as novas tendências globais de segurança virtual, com pareceres da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), FBI (Federal Bureau of Investigation), SOCA (Serious Organised Crime Agency), Centro de Educação e Pesquisa em Proteção e Segurança da Informação (CERIAS), Instituto de Contraterrorismo (Israel) e Faculdade de Economia de Londres, entre outras entidades e especialistas internacionais de principais grupos e universidades.

Segundo o relatório, governos e grupos aliados estão usando a internet para ciberespionagem e ciberataques. Os alvos incluiriam sistemas críticos de rede de infra-estrutura nacional de outros países, como eletricidade, controle de tráfego aéreo, mercados financeiros e redes de computadores do governo.

No relatório, a companhia aponta uma crescente ameaça aos serviços online e o surgimento de um mercado complexo e sofisticado de malware. Além disso, o documento sugere que 120 países estariam usando, no momento, a internet para operações de espionagem virtual e que muitos ciberataques ocorrem na China.

"O governo chinês já declarou publicamente que está executando atividades de ciberespionagem", afirma o relatório, segundo o qual os ciberataques tornaram-se mais sofisticados em sua natureza e são projetados especificamente para escapar do radar das defesas virtuais dos governos.

"O cibercrime agora é um problema global", diz Jeff Green, vice-presidente sênior do McAfee Avert Labs e de desenvolvimento de produtos, em comunicado distribuído à imprensa.

"Esse tipo de crime evoluiu significativamente, e não se trata mais e somente de uma ameaça para o mercado e aos indivíduos, mas cada vez mais à segurança nacional de um País. Estamos observando ameaças provindas de grupos cada vez mais sofisticados que atacam organizações em todo o mundo.”

De acordo com a McAfee, os ataques passaram das sondagens iniciais de curiosidade para operações bem fundamentadas e bem organizadas de espionagem política, militar, econômica e técnica.

Outra constatação feita pela análise da McAfee indica que as ameaças aos dados pessoais e aos serviços online estão cada vez mais sofisticadas. O relatório diz que as super ameaças vêm sofrendo modificações incrementadas.

"Há um novo nível de complexidade em malwares. Essas ameaças, bastante perigosas, são mais resistentes, modificadas várias vezes como uma recombinação de DNA e contêm funções sofisticadas, como imagens criptografadas. O Nuwar (“Storm Worm”) foi o primeiro exemplo e especialistas dizem que haverá mais amostras deste tipo em 2008", diz o documento.

Novas tecnologias, novas ameaças
Software de VoIP, ou telefonia pela internet (Protocolo da Internet), já até deram origem a novas ameaças: o vishing e o phreaking. Há vários ataques “vishing” (phishing por VoIP) de alta tecnologia e “phreaking” (atividades de hacker em redes telefônicas para fazer chamadas de longa distância).

No Japão, 50% de todas as violações de dados ocorreram por software de P2P (Peer-to-Peer). Os cibercriminosos buscarão meios de explorar os aplicativos populares de sites de rede de relacionamento, como o MySpace e Facebook", relata a Mcafee.

Em relação aos bancos, os especialistas acreditam que um forte ciberataque a essas instituições poderia prejudicar seriamente a confiança do público nos serviços bancários online e frear o comércio eletrônico. Os críticos acreditam que os esforços para abordar a segurança online não serão eficazes ou rápidos o suficiente para impedir ataques deste tipo.

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