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Segurança

F-Secure fecha parceria com a Net para oferecer segurança como serviço

Novo modelo já está em operação; preços para os usuários da provedora de banda larga vão variar de 13 a 15 reais.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

12 de fevereiro de 2008 - 13h10
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A F-Secure fechou acordo com a NET para a oferta de solução de segurança para os assinantes de banda larga da operadora. Segundo a empresa filandesa, a solução básica com antivírus e firewall vai custar 12,90 reais mensais; enquanto a solução com AV, firewall, controle de conteúdo e antispam fica em 14,90 reais mensais. Os assinantes já podem ligar e pedir pelo serviço.

De acordo com a F-Secure, a NET vai enviar seus técnicos para realizar a instalação da solução e, até, a desinstalação de soluções de segurança de outras corporações para os usuários que não têm o conhecimento técnico ou o tempo para isso.

O modelo de software como serviço está se tornando um nicho interessante para as empresas de segurança no mundo e especialmente no mercado brasileiro. Os maiores provedores de internet do Brasil já possuem parcerias em acordo OEM (em que a solução de segurança fica com a marca do provedor) com a ferramenta de proteção sendo fornecida e atualizada por uma pequena taxa mensal, diminuindo o impacto da aquisição de uma caixa.

De acordo com Mikko Hyppönen, chefe de pesquisa da F-Secure, a definição da maior empresa de segurança da informação vai ser definida pela conquista desse tipo de parceiro.

“O mercado de segurança está mudando da caixinha para serviços. O usuário não vai mais comprar a solução no shopping e pagar aquele preço, mas adquirir um serviço do seu provedor de internet ou fornecedor de banda larga”, afirma o especialista. “Essa competição entre as empresas de segurança [fechar o maior número de parcerias com provedores de internet e banda larga] vai determinar o vencedor de todo o mercado”.

Ao citar o exemplo do banco inglês Barclays, Hyppönen destaca que o setor financeiro brasileiro – duramente atingido por pragas nas máquinas dos usuários - pode diminuir o problema com uma atuação diferente: distribuir soluções de segurança da informação gratuitamente para seus correntistas assim como faz o banco inglês.

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“Com ataques como o de man-in-the-browser [o navegador é alterado por criminoso digital que altera o número de conta corrente em uma transação que o usuário está fazendo, parecendo correta tanto para o correntista quanto para o banco], é preciso fazer modificações na estrutura atual. Os bancos têm uma boa oportunidade para aumentar a segurança”, completa.

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