Segurança
Pesquisador que descobriu brecha em criptografia fala sobre fragilidade de segurança
Por Computerworld, EUA
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CW: E quanto às
chaves mais extensas?
EF: Elas
consumiriam muito mais tempo. Uma das medidas defensivas sobre as quais falamos
trata exatamente da expansão das chaves, passando de chaves de 128 bits ou 256
bits para chaves de megabyte ou algo assim. O motivo pelo qual isso ajuda é que
se o cracker corta a energia, haverá um índice de erro muito baixo. E se você
consegue tornar o armazenamento da chave muito maior, o volume de bits errados
seria também maior. Mas você precisa torná-lo muito, muito maior.
CW: A RAM
Dinâmica (DRAM) não é uma tecnologia nova. Esse efeito não foi descoberto
antes?
EF: Há algum folclore. Pesquisamos muito a literatura para descobrir referências prévias a esse respeito. Encontramos algumas poucas referências sobre a forma como os chips DRAM mantêm seus dados por mais tempo quando congelados. Há um paper que estuda os chips RAM estáticos e que mostra esse efeito. Havia também um paper sobre DRAM na Alemanha, publicado na década de 70, mas é claro que de lá pra cá a tecnologia dos chips mudou muito.
Encontramos algumas coisas como “nossa, descobrimos este
efeito engraçado, que pode ter alguma implicação de segurança”, mas não
encontramos nada publicado sobre o seu efeito de fato.
CW: Qual foi a
reação?
EF: Tivemos
algumas conversas com os fabricantes. Essas discussões normalmente são
confidenciais, então não quero ir além de dizer que conversamos com eles.
Também conversamos com pessoas ligadas a questões legais, envolvidas com
análises forenses de computadores, que ainda tentam entender as implicações de nossas
descobertas. E recebemos algumas perguntas de empresas fabricantes de produtos
de criptografia, tentando entender se seus produtos são vulneráveis a esse tipo
de ataque.
CW: Você tem
algum comentário sobre as agências federais de polícia?
EF: Há rumores de que algumas dessas agências já saberiam a respeito desses métodos. Procuramos muito por evidências escritas sobre isso – novas histórias, documentos dessas agências ou qualquer coisa na literatura publicada – e não encontramos. Mas independente disso, os rumores existem. Eu não me surpreenderia se algumas agências já estivessem cientes disso.
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