Segurança
Gestão de Patches: quando as correções são o inimigo
Liberações constantes exigem que áreas de TI criem processos voltados somente a sua priorização e implementação.
Por Computerworld, EUA
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O primeiro domingo depois da “Patch Tuesday”
– dia em que a Microsoft libera seu pacote de correções mensais – é muito
importante para a equipe de operações de rede da unidade de TI do Condado de
Arlington, nos EUA. É neste dia que o grupo testa e implementa correções em
seus sistemas. Algumas vezes a equipe enfrenta poucas correções.
Não foi o que ocorreu no último dia 12 de
fevereiro, quando a Microsoft liberou correções para17 vulnerabilidades – o
maior volume em um mês desde fevereiro de 2007. Foram correções para programas como
o sistema operacional Windows, aplicativos Office, Internet Explorer e o
servidor web Internet Information Services. Foram cinco atualizações críticas e
doze importantes.
De acordo com analistas e usuários, uma
liberação tão vasta pode sobrecarregar algumas organizações, forçando o pessoal
de TI a buscar meios de facilitar o processo de correção.
Algumas instalações, como a do Condado de
Arlington, criaram procedimentos especialmente robustos para lidar com o
problema. Lou Michael, diretora de serviços de infra-estrutura e rede do
departamento de serviços de tecnologia do Condado de Arlington, conta que
começou a implantar processos formais depois que a Microsoft definiu um
cronograma mensal deliberação de patches, em 2003.
“Isso nos permitiu acrescentar estrutura e
um certo grau de formalidade ao processo de correção. Deixamos de ser reativos e passamos
a ter um plano para enfrentar as ameaças”, diz a executiva.
Estabelecendo prioridades
Matt Mosher,
vice-presidente sênior da Americas at Lumension Security, que fornece avaliação de
vulnerabilidades e gerenciamento de correções, afirma que o volume crescente de
patches levou algumas empresas a criar sistemas para priorizar vulnerabilidades
e garantir que as mais críticas sejam corrigidas primeiro. “Elas estão tentando
priorizaras vulnerabilidades que oferecem maior risco e aplicar avaliação e
classificação de risco às decisões de patching”, afirma.
O escritório de advocacia Fenwick
&West, por exemplo, prioriza os patches da Microsoft, reparando o que é
crítico imediatamente e o menos importante em até 30 dias. Requisitos internos e
regulatórios também contribuem para a adoção de práticas formais de gerenciamento
de correções, isso porque as empresas são instadas não só a corrigir seus sistemas
de forma segura, mas também a demonstrar conformidade auditável com regras do
governo e da indústria.
Também é necessário que as vulnerabilidades permaneçam sanadas para que os bugs já corrigidos não reapareçam. Algumas empresas usam múltiplas defesas, tais como firewalls e sistemas de detecção e prevenção de intrusão, para não terem que depender tanto das correções. Estas medidas podem ajudar, mas não eliminam a necessidade de correção.
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