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Segurança

Serasa quer 3,5 mi microempresas com certificado digital até 2011

Em parceria com outras autoridades certificadoras, entidade cria e-CPF Simples, versão mais barata do certificado digital.

Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

15 de julho de 2008 - 18h21
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A Serasa e outras autoridades certificadoras pretendem que 3,5 milhões de pequenas e micro empresas tenham certificados digitais até 2011.

Igor Ramos Rocha, gerente de certificação digital da Serasa, estima que atualmente existam cerca de 500 mil certificados ICP-Brasil, aproximadamente metade está com companhias de grande e médio porte. O restante são escritórios de contabilidade.

"As grandes empresas utilizam por conta de obrigações da própria legislação, como nota fiscal eletrônica e declarações", observa Rocha.

De olho nos micro e pequenos negócios, um grupo de trabalho formado por ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), Sebrae, Conselho Federal de Contabilidade, Receita Federal, Câmara-e.net e autoridades certificadoras lançou o e-CPF Simples, nova versão de certificado digital ICP-Brasil.

Voltado exclusivamente para micro e pequenas empresas, o novo certificado digital será comercializado por 155 reais, com validade de um ano e ficará armazenado em um token. "Estamos proporcionando para o micro empresário exatamente o que o médio ou grande tem, só que com um preço mais competitivo", afirma o representante da Serasa.

As outras opções de certificados digitais ICP-Brasil disponíveis no mercado têm validade de dois e três anos e custam, respectivamente, 280 reais e 380 reais. "Há também uma alternativa com prazo de validade de um ano, mas ela é armazenada no computador", diz Rocha. "Essa forma de armazenamento é mais crítica, não é tão eficaz quanto o token ou o cartão", explica.

Segundo ele, a redução de custo foi possível porque parte da receita gerada com a venda dos certificados digitais para médias e grandes empresas será usada para subsidiar o e-CPF Simples. Rocha, no entanto, informou não saber quanto do custo final é subsidiado.

"Procuramos manter os preços dos certificados digitais atuais e negociar com fornecedoras de token. Chegamos em um cálculo de custo que nos permitia chegar ao preço final de 155 reais", afirma.

Rocha defende que quanto mais companhias aderirem à iniciativa, maiores serão as chances de redução dos valores dos certificados. Ele espera que em dois ou três anos o potencial de uso do documento no mercado corporativo chegue ao fim e então a foco passará a ser o usuário final.

"Preciso começar com grandes empresas, que poderiam pagar um preço mais alto pelo benefício, para depois chegar à base, com usuários finais, já com um custo menor", avalia.

Para aderir ao e-CPF Simples, as micro e pequenas empresas devem procurar uma autoridade certificadora. Rocha ressala que esta não será a única iniciativa do grupo de trabalho para fomentar o uso de certificados digitais por negócios de pequeno porte.

"Em breve realizaremos uma campanha de comunicação para explicar para esse público o que é o certificado digital e seus benefícios", finaliza.

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