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Segurança

Spams contribuem para o aquecimento global, afirma McAfee

Cingapura - Além de serem um incômodo, os 62 trilhões de spams enviados anualmente consomem 33 bilhões de kilowatts/hora de eletricidade

IDG News Service / Cingapura

15 de abril de 2009 - 17h31
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Além de perturbar os internautas, os spams - as mensagens de e-mail não solicitadas – também estão contribuindo para o aquecimento global. De acordo com um estudo da empresa de segurança digital McAfee, os e-mails indesejados aumentam a emissão de dióxido de carbono, gás associado à elevação de temperatura do planeta.

“Se você olha para a questão do ponto de vista dos usuários, cada spam consome apenas 0,3 gramas de dióxido”, disse Dave Marcus, diretor de pesquisa de segurança do Avert Labs, da McAfee. “Mas quando você extrapola isso para milhões de usuários, os números são definitivamente significantes”, afirmou Marcus.

O relatório da McAfee, feito pela empresa de consultoria ICF International, disse que os 62 trilhões de spams enviados anualmente consomem 33 bilhões de kilowatts/hora de eletricidade, o suficiente para iluminar 2,4 milhões de residências. Como resultado desse consumo de energia, foi liberada uma quantidade de dióxido de carbono equivalente a 3,1 milhões de carros consumindo 7,5 bilhões de litros de gasolina.

Aparentemente, os números não são animadores, mas a McAfee também não apresentou uma estimativa do consumo de energia de PCs e servidores para que ele possa ser comparado. Sem colocar os números em contexto, porém, não é possível saber a verdadeira dimensão do problema.

Ainda assim, o ponto principal do argumento da McAfee se sustenta: spam é algo ruim e precisa ser combatido na fonte. “O estudo dá às pessoas um jeito diferente de olhar para o problema. Além de ser um incômodo, ele tem, de fato, um impacto no ambiente”, disse o executivo da empresa de segurança.

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