Segurança
Gestão de riscos exige integração de soluções
São Paulo - Mercado exige respostas rápidas para questões que colocam em xeque os negócios das organizações.
Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
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A crise financeira que teve início nos EUA e a gripe suína têm em comum o fato de causarem impacto no cenário econômico mundial e deram uma lição a quem cuida de gerenciamento de riscos: problemas acontecem todos os dias, da maneira mais inesperada.
Para monitorar riscos e garantir ações eficazes no sentido de prevenir maiores consequências, uma das principais tendências na área é integrar soluções de gestão e manter uma estrutura apta a lidar com os problemas no mesmo momento em que eles surgem. Determinados acontecimentos pedem ações imediatas e, para que as ações sejam tomadas, todo o risco precisa estar mapeado.
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Segundo Fernando Nery, sócio-fundador da Módulo, empresa de educação, consultoria e software, antigamente as pessoas falavam de gestão de risco de forma independente. Áreas como financeira, risco cambial, jurídica, recursos humanos estavam todas separadas. “Hoje, existe a necessidade de possuir soluções que entreguem ao gestor relatórios integrados, para que a tomada de decisões seja ágil”, afirma.
Cláudio Basso, gerente de consultoria da Sion, concorda com a necessidade de integração de ferramentas, e acrescenta que a empresa precisa ter cuidado com a base de conhecimento que está sendo aplicada. Toda ferramenta de GRC (governança, risco e conformidade) deve ter uma capacidade adequada ao porte da empresa. “Garantir isso é papel do analista de GRC, o piloto da ferramenta, mas é necessário contar com um consultor para indicar o que fazer com cada item apontado por essa solução”, afirma.
A abordagem integrada tem outra justificativa: hoje as agências reguladoras possuem regras bem mais rígidas do que tinham nas últimas décadas. Essas organizações possuem muito dinamismo ao lidar com as mudanças da sociedade. Fica mais fácil acompanhar as mudanças com uma ferramenta única.
E para escolher a solução, a melhor coisa, segundo Fernando Nery, é avaliar a experiência do fornecedor. Como todas essas questões são muito novas, as empresas não possuem estruturas internas maduras para comprar ferramentas de fornecedores sem experiência de mercado e suporte adequado para implementação. “Além disso, a troca de experiência entre consumidores, que são concorrentes em uma mesma área, é fundamental para obter uma visão sistêmica de riscos e consolidar GRC em cada setor”, complementa.
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