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Segurança

Área de segurança ainda tem pouca preocupação com TI Verde

São Paulo - Para especialistas, profissionais do segmento devem começar a planejar infraestrutura e sistemas de proteção de olho nos custos e no meio ambiente.

Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD

05 de junho de 2009 - 08h18
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TI Verde é um assunto bastante em voga quando se fala de tecnologia da informação, mas a área de segurança ainda está um pouco atrasada em se tratando de redução de custos e preservação do meio ambiente.

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Segundo David Ohara, consultor de TI Verde que já passou por empresas como Microsoft, Apple e HP, raros profissionais de segurança falam sobre o assunto. “São pessoas que possuem demandas de trabalho tão urgentes que nem pensam sobre o que fazem para contribuir com o meio ambiente ou para reduzir custos. Apesar disso, chegou a hora de começar a pensar a respeito, pois a área tem muito para contribuir", diz.

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Quando se pensa em segurança de ambientes, por exemplo, os integradores incluem listas grandes de equipamentos, sem pensar no gasto de energia elétrica e nas opções que cada um oferece para menor consumo de energia. O mesmo acontece quando o planejamento é para a compra de produtos para proteção da infraestrutura de tecnologia das corporações.

Para Paulo Vendramini, diretor de engenharia de sistemas da Symantec, as empresas podem começar olhando para o gasto provocado por equipamentos, como firewall, roteadores, entre outros, alguns dos maiores vilões do consumo de energia em empresas e da consequente emissão de carbono na atmosfera.

José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee, destaca que a opção por equipamentos de segurança que se adequem à tendência de blades ecologicamente corretos por conta da economia de energia com ar condicionado também deve ser considerada no momento de se planejar a infraestrutura.

Apesar de os hardwares serem grandes vilões para TI Verde, soluções de software também têm grande potencial de economia. Um estudo do Incef (International Conservation and Education Fund), organização que levanta a bandeira da preservação do meio ambiente, mostrou que o planeta economizaria 33 bilhões de kilowatts por hora se os 62 trilhões de spams anuais que circulam pela internet fossem eliminados. Isso representa a eletricidade gasta por 2,4 milhões de residências nos Estados Unidos, ou 3,1 milhões de automóveis.

Ferramentas como filtros antispam podem economizar dinheiro ao reduzir o consumo de banda da empresa. Há também os antispammers, que são capazes de limitar a cota de banda por remetentes, provocando enfileiramento de mensagens no sistema de quem envia. “O remetente provavelmente desiste do destinatário e o número de servidores para gerenciar o tráfego passa a ser menor, com impacto menor no meio ambiente”, afirma Vendramini.

Matias afirma que o consumo de energia envolvido em todo o processo de envio e recebimento de spam poderia ser reduzido a 16% do total se medidas eficazes antispam fossem adotadas por todas as empresas. “Se levássemos os malwares e os ataques virtuais em consideração, o impacto ambiental seria muito maior, o que prova que segurança é uma questão crítica dentro de TI verde”, completa.

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