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Segurança

Incidente de segurança custa US$ 297,5 mil para organizações

Dados são de pesquisa encomendada pela empresa de segurança da informação Symantec à consultoria Applied Research, que ouviu 1650 companhias no mundo.

Andrea Giardino, Computerworld

15 de julho de 2009 - 18h55
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A perda de dados é hoje a maior preocupação das empresas em caso de desastres. Foi o que revelou uma pesquisa encomendada pela empresa de segurança Symantec à consultoria Applied Research, realizada nos meses de maio e junho, com 1.650 empresas de 24 países – das quais 25 no Brasil. Segundo o levantamento, 36% das companhias veem como ponto crucial problemas de custos causados com o tempo para que os sistemas voltem ao ar e 44% com os danos à marca.

De acordo com a pesquisa, o custo médio global de um incidente do tipo é de 287 mil dólares, enquanto no Brasil esse valor é de 297,5 mil dólares. Vale ressaltar que a mais recente estatística do Centro de Estudos e Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) revelou no País um volume de 218 074 incidentes reportados até março.

Além disso, segundo Lima, apesar de no Brasil os gastos serem maiores que a média mundial, o período que as empresas levam para reestabelecer todas as operações no Brasil, em caso de desastre, se equipara a de outras nações. Esse prazo é de de três horas a quatro horas.

“É um grande avanço se compararmos ao cenário de um ano atrás”, ressalta Vicente Lima, gerente comercial da Symantec no Brasil”. Em 2008, este tempo chegava a 12 horas e, em 2007, atingia um dia inteiro. Outra boa notícia, destaca Lima, refere-se aos investimentos destinados a programas de recuperação de desastres. Do total de entrevistados, 50% afirmaram que devem aumentar os orçamentos nos próximos 12 meses e 44% disseram que pretendem manter os mesmos valores.

A preocupação é tanta que os executivos atualmente estão mais envolvidos com as estratégias ligadas à recuperação de desastres do que era observado no passado. Os gerentes de tecnologia são os que acompanham a questão mais de perto (68%). Os Chief Information Officers (CIOs) e Chief Technologies Officers (CTOs), juntos, correspondem a 76% - em 2007, era 33%.

Boa parte dessa corrida resulta do avanço da virtualização nas empresas. A implantação dessa nova tecnologia mudou em 74% das organizações o enfoque dos planos de recuperação de desastres.

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