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Segurança

Web 2.0: política de uso deve ser formulada por toda a empresa

Para especialista, responsabilidade sobre políticas de acesso devem ser de comitês interdisciplinares e do departamento de Recursos Humanos.

Patrícia Lisboa, repórter da CIO

26 de agosto de 2009 - 09h13
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Empresas devem criar comitês interdisciplinares para identificar as necessidades de comunicação de cada departamento e, então, definir quais ferramentas da Web 2.0 devem ser liberadas – ou bloqueadas – para os funcionários durante o expediente. A afirmação foi feita pelo especialista em segurança da informação e sócio da consultoria sobre o mesmo tema EPSEC, Denny Roger, o qual defende que o CIO não deve assumir a responsabilidade de definir os níveis de acesso dos usuários aos conteúdos da internet.

Segundo ele, representantes de todas as áreas da companhia devem avaliar riscos e vantagens que redes sociais, comunicadores instantâneos e blogs podem trazer ao negócio – e, consequentemente, liberar ou bloquear acesso.

“O departamento de vendas, por exemplo, pode ser muito beneficiado pela participação em comunidades online”, diz Roger. O consultor explica, no entanto, que para evitar conflitos interpessoais que prejudicam o clima organizacional, não se pode estabelecer regras diferentes para cada área do negócio. “Por isso a discussão é válida, para que todos apresentem suas opiniões e a decisão seja tomada de forma equilibrada, com normas comuns a toda a empresa”, afirma ele.

Definidas as diretrizes em relação ao acesso à Web, é papel do departamento de recursos humanos criar um código de conduta formal para ser seguido pelos colaboradores da companhia. “O RH deve documentar o código de ética corporativo e as punições que serão aplicadas no caso de descumprimento de tal regulamento”, afirma Roger, que complementa: “Sem regras claras e conhecimento sobre as ferramentas Web, usuários não sabem o que podem ou não fazer na internet.”

De acordo com o especialista, a área de TI tem apenas a função de executar as ações que possibilitarão ou bloquearão acessos. O nível de liberdade dos funcionários reflete a cultura corporativa e é muito problemático para o CIO assumir a responsabilidade de definí-lo. “A decisão deve ser coletiva e encarada como uma política de gestão de pessoas e recursos humanos”, conclui Denny Roger.


 

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