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Segurança
Spams tomam conta de 88% dos e-mails no mundo, diz Symantec
Brasil subiu da 5ª para a 2ª posição entre os países que mais geram spam, com 11% de participação em 2009; 29% dos e-mails indesejados envolvem serviços.
Daniela Braun para o IDG Now!
Mensagens de spams ou tentativas de golpes (scams) representaram mais
de 88% dos 8 bilhões de e-mails rastreados diariamente pela empresa de
segurança de dados, Symantec, em 2009 - volume equivalente a um terço
do tráfego global da internet. O dado faz parte do 15º Relatório
Symantec de Ameaças à Segurança na Internet (Internet Security Threat
Report) divulgado nesta terça-feira (20/4).
"O volume de spams
registrado em 2008 estava na média de 85% dos e-mails, um índice que já
era alto", afirma o gerente de engenharia de sistemas da Symantec
Brasil, André Carraretto. Segundo ele, a base de e-mails monitorados
pela Symantec representa um terço do tráfego global de mensagens
eletrônicas.
O Brasil subiu da quinta para a segunda posição entre os países que mais geram mensagens de spam no mundo, entre 2008 e 2009, aponta o estudo. A participação do país no envio mundial de spams cresceu de 4% em 2008 para 11% no ano passado.
O primeiro lugar continua com os Estados Unidos, de onde partiram 23% das mensagens indesejadas em 2009 - ligeira queda em relação aos 25% registrados em 2008. Em terceiro está a Índia, com 4% de participação no envio de spams - o dobro em relação aos 2% registrados em 2009.
O relatório também mostra que o Brasil passou a liderar o envio de spams na América Latina, sendo responsável pela geração de 54% das mensagens indesejadas em 2009. Na segunda e na terceira posição estão Colômbia e Argentina com uma média de 12% de participação entre os destinatários de spams.
Entre os tipos de spams mais frequentes, 29% estão relacionados a bens e serviços na web, como cursos online. Outro tipo de mensagem falsa muito comum é classificado como '419'. "São e-mails que oferecem prêmios em dinheiro ou heranças e pedem os dados do internauta, geralmente solicitando o pagamento de uma 'taxa de conveniência' para o envio da soma", explica Carraretto.
Em relação aos golpes virtuais, 74% das marcas utilizadas em tentativas de phishing envolviam o setor financeiro, destaca o executivo da Symantec.
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