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Segurança

Por que os executivos são os alvos prediletos de golpes na web

Os profissionais em posição de liderança tendem a se mostrar desatentos para questões de segurança e convictos de estarem protegidos.

CSO / EUA

15 de julho de 2010 - 10h01
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Existe hoje uma grande preocupação por parte dos profissionais que cuidam da segurança da informação com o uso das redes sociais no ambiente corporativo e com os golpes online. Mas, de acordo com o consultor de segurança e CIO da empresa Stratagem 1 Solutions, Jayson Street, os funcionários em geral não deveriam ser o cerne da preocupação, mas, sim, as iniciativas precisam ter foco nos altos executivos da organização.

Street realiza estudos de penetração de golpes na internet e fornece treinamento para corrigir “os bugs humanos”. E ele aponta que os executivos com acesso a informações confidenciais representam os alvos prediletos dos criminosos online.

“Precisamos de executivos atentos aos perigos”, afirma o especialista, que completa: “Ao saberem o que lhes pode acontecer, estarão aptos a evitar os riscos.”

Seguem os quatro motivos que incentivam os golpistas a mirar nas caixas de entrada desses profissionais para aplicar os golpes.

1. Sentem-se acima das regras de segurança
Street afirma que, por serem as pessoas mais importantes dentro das empresas, os executivos têm atribuições que lhes tomam muito tempo. Isso dá a sensação de não estarem sujeitos a seguir a cartilha de politicas de segurança.

“Eles acham que o firewall serve para os outros, e que os bloqueios não devem ser aplicados em suas estações de trabalho”, explica. “Os executivos não querem ter o tráfego de suas máquinas filtrado, rastreado ou monitorado. Dessa maneira, saem da rota dos proxies, a única proteção com a qual contavam.”

O fato é que esses executivos não são muito mais espertos quando o assunto é segurança, quando comparados aos funcionários “rasos”. E, pelo fato de serem executivos, o golpe é normalmente muito mais refinado e pessoal, dando a impressão de ser alguma mensagem oriunda de um remetente legítimo, apesar do anexo ser um arquivo danoso.

2. Acham que a TI dá conta de tudo
“Depois que um executivo executa o arquivo anexo e tem a máquina infectada, é certo que vai se virar para o departamento de TI e indagar por que ninguém cuidou da segurança”, diz Street.

Recentemente Street concluiu uma série de ensaios de penetração a mando de dois hotéis, obteve acesso aos servidores e enviou mensagens falsas fazendo-se passar pelo CEO da empresa responsável pelo suporte técnico do hotel.

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