Segurança
Renato Martini é diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.
Por dentro da plataforma de smart-cards
A pré-história dos cartões eletrônicos nos leva aos anos 50, nos Estados Unidos. Conheça o histórico desse sistema de grande potencial. Por Renato Martini.
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A pré-história dos cartões eletrônicos nos leva aos anos 50, nos Estados Unidos, quando a Diners Club produziu um cartão totalmente de plástico para ser usado como meio de pagamento. O uso do PVC - e com dados em relevo (nome, números de identificação), embossed se diz - permitiria, naqueles tempos já remotos, um uso mais duradouro do dispositivo. Um fato marcante de imediato se fez sentir neste novo meio de pagamento: ele trazia em si um certo status quo, e uma forma singela de “identificação”.
Pois este novo “método” permitia aos seus usuários pagar suas contas de forma tão confiável quanto um pagamento em moeda convencional. De maneira que o cartão tinha o poder identificar e associar o cidadão a um grupo seleto. A entrada da VISA e da MasterCard marcaria a necessidade de um novo modelo a superar o cartão iniciado pela Diners.
Trata-se do cartão com tarja magnética. Foram as fraudes e a falsificação que pressionaram a evolução dos cartões, assim como a necessidade de maior eficiência, pela escala que o uso do meio de pagamento ora assumia no mercado. Com o cartão magnético, ele podia ter dados em sua tarja que seriam lidos por uma máquina dedicada, capaz de manipular esses dados de forma correta. Ainda possuindo dados gravados em relevo, esse é meio de pagamento largamente difundido ainda em nossos dias.
Por conseguinte, para o uso deste sistema seria necessário um notável back-end centralizado, uma infra-estrutura capaz de executar a verificação e o seu processamento. A tarja magnética sempre foi, sobretudo em nossos dias, limitadíssima para dados sensíveis ou para execução de tarefas de processamento.
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