Tecnologia
Segurança: prioridade corporativa
Definição: Segurança da informação é a conjunção de uma estratégia e de ferramentas específicas que atendam as necessidades corporativas para a manutenção de um ambiente saudável. Considerada um item vivo, a politica de segurança nunca está acabada e deve ser desenvolvida e atualizada durante toda a vida da empresa.
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"Segurança de rede é um processo dinâmico e o inimigo é humano, frisou Roger Davis, diretor sênior da Nu Skin International, lembrando que um evento isolado não causa estrago nos sistemas, mas sim a conjunção de processos mal resolvidos. Por isso as corporações têm que aprender a reconhecer fatores humanos e políticos, para conseguir gerenciar todas as suas áreas de negócios, afetadas constantemente por novas pragas virtuais, reiterou o executivo, durante a RSA Conference, feira e convenção da área de segurança que aconteceu em meados de fevereiro, nos Estados Unidos.
Apesar de simples, essa pequena lição ainda não está na ponta da língua das empresas. A IDC Brasil estima que o mercado de segurança, serviços apenas, em 2001, tenha sido de US$ 75 milhões. Para 2002 o volume chega a US$ 102 milhões. A fase de aprendizado está presente, mesmo nas companhias de grande porte, e se o tempo é curto, todas estão correndo contra o relógio. O que fazer? Como se proteger rápida e eficazmente?
A regra é clara: antes de qualquer atitude, não deixe o negócio parar e aponte as prioridades dentro da rede para que elas sejam protegidas com vigor, no tempo mais rápido possível. Como dicas básicas, Roger Davis sugere: adote uma política compreensível para todos dentro da empresa e avalie, na planta da rede, todos os pontos que devem ser cobertos por processos seguros. Tendo em mãos a visão geral do mapa corporativo, aja!
Inversão
Historicamente, políticas de segurança sempre foram departamentais e desenvolvidas em pedaços. Hoje, a visão do todo é essencial. A política deve ser única e as áreas devem trabalhar integradas para que uma não prejudique a outra, esclarece Gary Loveland, especialista em segurança da PriceWaterhouseCoopers, acrescentando que todos os funcionários devem saber e aprender o que é segurança e com quais ferramentas eles estão lidando no dia-a-dia.
Mais importante que desenhar uma política, é implementá-la. Estabelecer uma estratégia não faz a empresa mais segura, frisa Loveland. Então comece a empreitada respondendo as seguintes questões:
1) Quem está acessando os seus sistemas e aplicações?
2) Onde os funcionários têm permissão para ir?
3) O que eles podem fazer dentro da rede?
4) Como e quem provê acesso ou retira a permissão para acessar os sistemas?
5) Quem tem principal acesso às identidades e às informações corporativas?
6) Quais são, na estratégia empresarial em questão, as principais necessidades e considerações para privacidade ?
Muitas companhias acreditam que, com o objetivo de administrar efetivamente a política de privacidade, permissões de acesso deveriam ser dirigidas de acordo com o cargo do funcionário, assim como a forma como o mesmo pode entrar na rede quando está fora do ambiente de trabalho.
Aspectos culturais também influenciam na forma como a estratégia de segurança é implementada, e pode haver pequenas diferenças quando a corporação está em diversos países, observa o especialista da Price. Na estratégia aplicada pela própria auditoria, denominada Identity Management (IM), alguns pontos são ressaltados para que as corporações usuárias saibam no que estão apostando.
As barreiras mais relevantes, segundo a IM, são os custos; a conquista do ROI (Return on Investiment) que é atingida em pelo menos um ano de trabalho ; a justificativa dos gastos, já que as respostas à política de segurança nem sempre são visíveis; a priorização de despesas em outras áreas; a visão de que o antigo estava bom e a crença de que o que está chegando é um exagero para as necessidades da empresa. Administrar as identidades agiliza o trabalho do funcionário e facilita o gerenciamento da rede, afirma Gary Loveland.
Pode parecer que a melhor forma de conquistar ambientes seguros é gastando rios de dinheiro em ferramentas. Errado. Hoje, deve-se investir mais na adoção de processos de negócios.
Menos TI
As empresas estão aprendendo a fazer isso, e observando o todo, de forma que todas as áreas trabalhem integradas em cima da mesma estratégia, avalia Harry DeMaio, diretor da Deloitte&Touche.
Mas no que se baseia essa estratégia? Coloque no mesmo balaio atitude para administrar o e-business e pense nas ferramentas depois que sua empresa tiver definido o que pretende com uma política de segurança, ensina Yogesh Gupta, CTO (Chief Technology Officer) da Computer Associates. Papel e lápis na mão, conheça as diretrizes básicas apontadas pelo executivo:
1) Produtos são importantes, mas não se pode focar apenas neles
2) Integração entre aplicativos e processos de negócios é item vital na adoção da estratégia
3) Mecanismos de controle e visualização devem ser implementados para otimizar a administração da estratégia
4) Integre a arte da defesa (usando produtos) com as políticas de acesso
5) Hoje, parceiros, clientes e funcionários utilizam a mesma base de informações, por isso devem ter restrições de acesso
6) A política de segurança deve fazer parte de todos os processos corporativos, se não, cai a eficácia
7) Segurança nunca é 100%. No mundo real, não se consegue proteger tudo, mas manter a adoção de novas ferramentas e testar novos procedimentos podem tornar o ambiente cada vez mais seguro
8) Algum funcionário precisa assumir responsabilidades únicas, ele será a pessoa de maior importância na estratégia e terá que cuidar da saúde dos sistemas de TI e do acesso aos dados
Mais que isso, as empresas devem ter esse passo-a-passo em mente para o que já faz parte do ambiente e pensar nas novas aplicações que virão. Permitir que a política de segurança cresça dá à corporação a chance de evoluir. Para adotar serviços Web, por exemplo, a companhia precisa saber exatamente o que eles são, como eles vão se desenvolver e quais elementos de infra-estrutura precisam ser adotados para que esses serviços sejam oferecidos com segurança, explica Anil Pereira, vice-presidente sênior da divisão
Enterprise and Service Provider da Verisign. Alguns procedimentos básicos devem ser seguidos para a chegada dos serviços Web. Entre os mais importantes e para os quais devem ser aplicadas as ações de segurança estão a construção da aplicação Web para uso interno, a escolha de parceiros, as comunidades nas quais aquela aplicação vai rodar e a estratégia de colaboração entre todos os envolvidos. Quanto mais standards e tecnologia comuns forem selecionados, maior a produtividade, frisa Anil Pereira.
Entendido o conceito, o que fazer? Quais ferramentas utilizar, depois de definida a política de segurança corporativa? Há muitos fornecedores no mercado, assim como empresas especializadas na construção e implementação de estratégias.
Ação
Inicialmente, adote uma solução de identificação de usuários e dispositivos, explica Bill McQuaide, vice-presidente sênior de marketing da RSA Security.
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Entrando um pouco mais fundo no que se deve fazer, ainda em relação aos produtos, Anil Pereira, da Verisign, dá as dicas. O passo um é por ele nomeado de identidade e endereçamento. Nele incluem-se o provisionamento e a administração de processos, identidades, além da localização de todos os pontos da rede. No mesmo item está o registro dos produtos e serviços disponíveis. No segundo passo estão autenticação e autorização, que envolvem a criação, validação, cancelamento e certificação de chaves digitais. Definir autorização e privilégios para o acesso dos usuários da rede fecham esse ciclo, garante o especialista da Verisign.
Por fim está a conquista de transações seguras, que envolvem a aplicação de protocolos de segurança como SSL (Secure Sockets Layer) e assinatura e/ou encriptação XML (Extensible Markup Language). Dessa forma as corporações conseguem realizar transações seguras e administrar o ambiente, conclui Anil Pereira.
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