Tecnologia
SCM em prática
A Rio Grande Energia (RGE), distribuidora de energia elétrica nas áreas norte e nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, que atende cerca de um milhão de usuários por meio da sua rede, resolveu investir num projeto de supply chain para reduzir o estoque de equipamentos de manutenção e agilizar o suporte técnico da rede.
Por Ceila Santos
Compartilhe:
A Rio Grande Energia (RGE), distribuidora de energia elétrica nas áreas norte e nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, que atende cerca de um milhão de usuários por meio da sua rede, resolveu investir num projeto de supply chain para reduzir o estoque de equipamentos de manutenção e agilizar o suporte técnico da rede.
Filipe Muller, gerente de suprimentos da RGE, explica que o projeto começou a partir do contrato fechado com operador Kroger Logística, que se tornou responsável pelo abastecimento de estoque dos 29 centros de armazenagem da distribuidora. Com sistema satélite, caso haja um problema na rede, o operador digita um comando e, imediatamente, aciona o suporte para a correção e dá baixa daquele material no estoque do centro de armazenagem mais próximo do local, conta Muller. O projeto resultou na redução de investimentos em estoque, que caíram de R$ 8,9 milhões para R$ 2,6 milhões.
Para ligar a ponta dos fornecedores nesta reposição de estoque e otimizar ainda mais a operação, a RGE adquiriu a plataforma colaborativa Oracle Exchange Marketplace e contratou a integradora Compasso para a implementação. A plataforma será a base também da seleção eletrônica dos fornecedores em caso de construção temporária por meio da habilitação na modalidade de leilão reverso. Além disso, o projeto deve automatizar, via Wireless, os pequenos fornecedores de serviços.
Muller diz que até agora gastou menos de R$ 1 milhão. Por enquanto, a distribuidora está integrando a plataforma Oracle com o sistema de gestão da SAP e o sistema operacional Open. A partir de julho, a previsão é habilitar o sistema para suportar também a integração dos fornecedores até a Kroger. O restante das ações está previsto para o final do ano.
Produção otimizada
Em busca de amenizar os pontos críticos da produção, a LG Philips, que detém 60% do mercado de tubos de imagem para TV, investiu na implementação do módulo de planejamento de produção da Baan. Flávio Taioli, gerente de materiais para a América Latina e coordenador do projeto de supply chain, explica que o ponto crucial da produção está na divisão das unidades fabris. São quatro fábricas interdependentes, situadas nas regiões de São José dos Campos, Recife, Mauá e Manaus, explica.
Além disso, o processo fabril dos tubos de imagem implica em fases químicas, que demandam cálculos bastante complexos. Por enquanto, a solução foi implementada apenas na unidade de São José dos Campos, o que já reduziu o estoque de 15 dias para três dias, por meio da automação do cálculo do plano de produção, que tornou-se semanal.
Anteriormente, essa planilha era feita mensalmente. Taioli explica que antes da adoção da solução de supply chain, o processo de planejamento da produção era realizado através de uma série de planilhas Excel. Em junho, a LG Philips planeja finalizar a integração com a fábrica de Manaus, responsável pela produção de insumos que abastecem a unidade de São José dos Campos.
O objetivo final é conseguir realizar a integração total entre as quatro fábricas que compõem a unidade LG Philips. Vamos aguardar a liberação de verba para comprar licenças para as unidades de Mauá e Recife, também responsáveis pelo abastecimento de insumos para a produção dos tubos de TV, diz Taioli.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


