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Tecnologia

Governança tecnológica desperta interesse dos fornecedores

A gestão de recursos de Tecnologia da Informação é uma das maiores preocupações do CIO (Chief Information Officer). Fornecedores como a MRO Software e a Terra Consultoria descobrem o filão e lançam soluções para atender ao mercado.

25 de novembro de 2002 - 15h56
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A governança tecnológica é um dos itens da agenda do CIO (Chief Information Officer) para 2003, uma vez que justificar os investimentos e reduzir os custos tornaram-se exigências corporativa.<p>

Não à toa, o tema - que foi destaque de dois eventos promovidos na semana passada IDG Worldwide Seminars – Gestão de recursos de TI e Outsourcing e Governança Tecnológica -, começa a despertar interesse dos fornecedores.<p>

Carlos Tunes, diretor regional para a América do Sul da MRO Software, empresa especializada no gerenciamento de ativos das companhias, revela que uma solução para sustentar as ações do gestor de TI foi recém-lançada no mercado.<p>

A base tecnológica para suportar o novo produto foi obtida a partir da aquisição da MainControl, empresa norte-americana especializada em gerenciamento de recursos. Nessa linha de atuação, a MRO terá como alvo as corporações que possuem parques tecnológicos com mais de 2 mil workstations e periféricos.<p>

“Hoje, o parque de informática é composto por um arsenal de hardware e software. O desafio do CIO é monitorar de forma estratégica esse legado, infra-estrutura de telecomunicações, configurações de software, etc.”, diz Tunes.<p>

O Gartner respalda a importância da governança tecnológica. Estudo do instituto de pesquisa aponta um crescimento anual entre 7% a 10% no custo total de propriedade de seus equipamentos e aplicativos para as corporações que não tenham controle do gerenciamento de seus ativos.<p>

Nessa linha de atuação, a Terra Consultoria & GSIT, dirigida por Nelson Marchini, que atuou como diretor de TI da BCP e do Citibank, oferece uma solução voltada para a governança tecnológica e corporativa.<p>

“Desenvolvemos uma solução integrada, com metodologias, frameworks (PMI, Cobit, CMM e PSP) , processos e ferramentas, de acordo com as necessidades dos executivos de TI. Porém, um dos nossos diferenciais é que entendemos que a governança precisa ser aplicada a um processo, para que tenha efeitos práticos”, destaca Marchini.<p>

Marchini esclarece que o GP Suite pode ser integrado com os sistemas legados e é possível implementar workflows dos processos escolhidos. As respostas são concebidas por meio de modelagem dos processos subjacentes conforme os padrões internacionais.<p>

“Isso significa que os envolvidos ganham a visibilidade determinada e baseada nos níveis de autoridade de acesso”, diz o diretor da Terra Consultoria & GSIT.<p>

Corporações começam a ficar atentas a questão. Muitas delas, inclusive, já preparam o terreno e avaliam as opções disponíveis no mercado. Este é o caso da Spaipas S/A – Indústria Brasileira de Bebidas (fabricante de Coca-Cola e Kaiser), sediada na região Sul.<p>

Cláudio Antônio Fontes, gerente da divisão de TI da Spaipas, explica que a organização possui indicadores chaves que ainda não chegam a usar as ferramentas de Balanced Scorecard. “A TI vinha num processo de governança sem estrutura", diz. Exatamente por isso, a empresa passa por um processo de reorganizar suas ferramentas.

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