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Tecnologia

Estudo mostra crescimento de Linux nos data centers

Trabalho do Goldman Sachs afirma que a maturidade que o Linux atingiu combinada com a presença do sistema operacional em hardware de baixo custo que usam chips da Intel e da AMD deve tornar o sistema operacional cada vez mais popular entre os compradores de tecnologia corporativa

Por Infoworld/EUA

13 de janeiro de 2003 - 12h54
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Um novo estudo sobre tendências de aplicações para Linux respalda declarações de diversos fabricantes de servidores de que o sistema operacional de código aberto deve apresentar forte crescimento nos centros de dados dentro de algum tempo, provando ser um forte competidor para as plataformas Unix e Windows.
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O trabalho, intitulado “Tema o Pingüim”, foi divulgado na semana passada pelo Goldman Sachs Group e mostra que o Linux deve ter um papel maior na mistura de sistemas operacionais para servidores presente nos data centers de empresas.
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O Goldman Sachs argumentou que a maturidade que o Linux atingiu, combinada com a presença do sistema operacional em hardware de baixo custo que usam chips da Intel e da Advanced Micro Devices (AMD) deve tornar a solução cada vez mais popular entre os compradores de tecnologia corporativa.
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A evolução do Linux de sua atual posição em servidores lower-end que executam funções básicas para sistemas que rodam aplicações-chave como grandes bancos de dado pode se provar problemática para empresas como a Sun Microsystems, Hewlett-Packard e a IBM, afirma o relatório do Goldman Sachs.
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Cada um desses fornecedores de servidores obtêm bilhões em receitas de seus negócios de servidores baseados em Unix, que devem sofrer à medida que mais companhias optam pelo Linux. Além disso, a Microsoft também pode ver sua investida nos data centers e o preço de suas soluções serem desafiados pelo Linux.
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“Embora a maioria das empresas ainda encare o Linux como uma tecnologia nascente que não está pronta para empresas, e algumas já descartaram o seu uso, nossa pesquisa também sugere que Linux com Intel está começando a ganhar um espaço nos centros de dados”, afirma o Goldman Sachs no estudo.
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“Os entrevistados que escolheram Linux nos data centers citaram a vantagem de preço/performance de hardware baseado em Intel sobre tradicionais servidores proprietários RISC e a estabilidade e segurança do Linux como os motivos dessa opção.”
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A maioria dos analistas e fornecedores concorda que Linux tem uma boa performance hoje em dia para certas tarefas em servidores com quatro ou menos processadores. A indústria tem dito que demandará tempo para que o sistema operacional consiga as características de alta performance necessárias para rodar nos tipos de servidores Unix que atualmente sustentam aplicações cruciais.
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O Goldman Sachs disse que precisará de muitos anos para que o Linux cresça, mas também afirma que o sistema operacional pode ter um profundo efeito no mercado de servidores quando isso acontecer.
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Embora o Linux possa significar problemas para fornecedores de servidores baseados em Unix, o estudo revela que companhias como HP, IBM e Sun começaram a trabalhar com servidores Linux e a investir na tecnologia, o que pode abrir novos mercados para essas empresas. A experiência que essas companhias ganharam fornecendo servidores high-end com 16 ou mais processadores tornará mais fácil para elas levar os servidores Linux para este mercado.
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Os laços com os atuais clientes também podem ajudá-las a colocar o Linux dentro de mais data centers. Além disso, o Goldman Sachs espera que com o tempo a HP, IBM e Sun tragam algumas das características mais avançadas de seus sistemas operacionais Unix para o Linux.
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Para a Microsoft, a ameaça do Linux é um pouco diferente. Ao contrário dos fornecedores de Unix, a gigante do software ainda tem que ganhar terreno dentro dos data centers. Isso significa que a Microsoft terá que competir com o Linux palmo a palmo pela atenção de novos potenciais clientes.
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“Acreditamos que o Linux não roubará participação da Microsoft em seus mercados tradicionais; entretanto, acreditamos que irá travar o crescimento do Windows nos centros de dados empresariais, uma área em que a Microsoft só recentemente começou a investir”, escreveu o Goldman Sachs.
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As dificuldades de rodar software do Windows no Linux deve bloquear o avanço do Linux na atual base de clientes da Microsoft. No entanto, a competição pode forçar a Microsoft a manter seus produtos com o preço mais baixo. A Microsoft também pode enfrentar desafios à medida que aplicações baseadas em J2EE (Java 2 Enterprise Edition) cresça na plataforma Linux e compita com a plataforma .Net.
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No geral, o crescimento do Linux pode exercer um efeito negativo na política de preços de diversos fornecedores, disse o Goldman Sachs. “A emergência do Linux pode se provar negativa para a indústria de software em geral, pois seu sucesso pode levar a um proliferação de modelos de código aberto em outras áreas de software, o que pode derrubar os preços nessas áreas.”
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O estudo do Goldman Sachs parece contrastar com um trabalho divulgado no ano passado pela IDC, que dizia que os sistemas operacionais para servidores da Microsoft podem ter vantagens de custos sobre o Linux, sobretudo devido a economias associadas com a administração. O estudo da IDC foi patrocinado pela Microsoft.

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