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As pragas virtuais – que provocam arrepios nos responsáveis pela área de Tecnologia da Informação – prometem atormentar cada vez mais a vida dos gestores das redes de servidores. A má notícia é que elas estão mais fortes e resistentes, denunciam as empresas de segurança.

20 de fevereiro de 2003 - 15h12
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As pragas virtuais – que provocam arrepios nos responsáveis pela área de Tecnologia da Informação – prometem atormentar cada vez mais a vida dos gestores das redes de servidores. A má notícia é que elas estão mais fortes e resistentes, denunciam as empresas de segurança.

A primeira grande contaminação do ano já aconteceu. Batizada de Slammer, a praga contaminou mais de 200 mil servidores em todo o mundo. A infecção aconteceu através de uma falha registrada no SQL Server, da Microsoft. Entre as corporações atingidas, está o Bank of America, nos EUA, que teve a sua rede ATM paralisada em função da praga. O ataque aconteceu entre os dias 25 e 26 de janeiro e causou lentidão na Internet mundial.

Aqui na América do Sul, informou a Embratel, detentora do maior backbone Web da região, o Slammer não teve o mesmo poder de contaminação constatado na Europa e nos Estados Unidos. Ainda assim, a carrier nacional adotou medidas pró-ativas, entre elas a ampliação do número de firewalls nos circuitos internacionais instalados nas regiões mais atingidas.

Medidas eficazes
  • Monitore em tempo real seu parque de hardware. A disciplina na atualização das falhas é vital para evitar uma contaminação.


  • Faça uma consulta diária aos sites dos fornecedores de software, especialmente os de banco de dados, que têm sido alvo constante de ataques.


  • A ação de pragas nos servidores exige uma política de segurança especial.
  • A disciplina no combate às contaminações é a melhor receita para evitar dores de cabeça e a paralisação de aplicações vitais, especialmente nas pragas que buscam os servidores como alvo, atestam as empresas de segurança.

    Porta fechada

    “No caso de contaminação dos servidores, os gestores precisam de disciplina na atualização das falhas. Até porque são eles que armazenam os dados essenciais de cada empresa”, aponta Marcelo Bezerra, especialista da área de segurança da ISS Brasil. Numa escala de 1 a 4, a empresa classificou o Slammer como nível 3.

    “É preciso ressaltar que ainda há contaminações pelo Code Red, que no ano passado provocou prejuízos superiores a US$ 2 bilhões, mesmo com todos os processos de atualização e combate ao vírus”, observa Bezerra. Para o gerente nacional de produtos de segurança da Módulo, Alexandre Vargas, as pragas proliferam porque há dificuldade de os gestores da área de segurança atualizarem os produtos. “São muitas as correções de falhas. A disciplina é uma virtude essencial neste combate”, aconselha.

    Leonardo Scudere, diretor da área de Technology Services da Kroll do Brasil, deixa claro que o tema vírus afetará cada vez mais o bolso das corporações. Segundo dados de institutos de pesquisas, entre eles Gartner e IDC, os prejuízos por roubos diversos de identidade digital, cartões de crédito e bancos crescerá de US$ 8,75 bilhões em 2002, para US$ 24 bilhões este ano.

    |Computerworld - Edição 380 - 12/02/2003|

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