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Tecnologia

Bovespa consolida estrutura para suportar boom de negociações

Ações integradas de TI dão sustentação ao crescimento de mais de 900% no volume de transações diárias da Bolsa, informa diretor de tecnologia.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

04 de julho de 2006 - 15h30
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Os números impressionam e provam que o mercado acionário está em plena forma no Brasil. Nos últimos dois anos, o volume diário de negócios registrados pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cresceu nada menos do que 900%, saltando de 10 mil para 100 mil negócios (veja também reportagem à página XX). Em cifras, o número é ainda mais estonteante: um salto de 200 milhões reais para cerca de 2 bilhões de reais. Mas o que por um lado mostrou o fôlego do setor, também tem colocado novos desafios à Bovespa: como suportar tal crescimento em termos de infra-estrutura tecnológica?

A resposta do órgão para tal questão está concentrada, no momento, em concluir um conjunto de ações da área de tecnologia que há tempos a Bolsa se propôs a fazer, já prevendo a dinâmica dos negócios. “Geralmente a quantidade de transações cresce 50% a cada ano. Para 2006 estamos esperando elevação de 100% e precisamos estar preparados”, destaca Luiz Gonzaga de Oliveira Simões, diretor de informática.

Uma dessas iniciativas prevê que, até o fim de julho, a Bovespa esteja com sua rede de dados interligada à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). As três instituições estarão unidas por meio da Rede de Comunicações da Comunidade Financeira (RCCF), implantada pela Primesys, e que deve trazer melhorias na qualidade da transmissão e organização dos dados, segundo Gonzaga. De acordo com o executivo, atualmente são transmitidas em média 1,6 milhão de mensagens pela rede de dados para cada uma das 150 corretoras ou entidades financeiras vinculadas à Bovespa, o que constitui algo em torno de 240 milhões de mensagens diárias. “Os testes já mostram que a velocidade dos links com as corretoras mais do que dobrou”, detalha.

Outro projeto que deve ser concluído até o final do ano é a migração do ambiente mainframe para plataforma HP, Intel e Microsoft. A estratégia encerra o projeto que vem sendo implantado desde 2003. “Naquela ocasião criamos os novos sistemas na nova plataforma, mas deixamos o legado em mainframes. Pretendemos migrar um a um desses até o fim de 2006”, complementa. A consolidação dos projetos de governança de TI – como a implementação das melhores práticas contidas na Information Technology Infrastructure Library (ITIL) – também estão na pauta da Bovespa. De maneira geral, Gonzaga sinaliza ainda que as ações futuras da instituição devem envolver ainda investimentos em segurança e projetos de capacidade e performance.

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