Tecnologia
Pesquisa diz que interesse em virtualização é superestimado
Apenas 38% dos gestores de TI ouvidos pretendem implementar a virtualização de servidores no próximo ano, aponta pesquisa da Sage Research.
Por IDG Now!
A virtualização de servidores pode ser a tecnologia mais em alta do mundo corporativo, mas uma recente pesquisa com os compradores de TI nas empresas mostra que a adoção em curto prazo pode não corresponder à tendências.
Segundo um estudo de agosto, do Sage Research, apenas 38% dos gestores de TI ouvidos pretendem implementar a virtualização de servidores no próximo ano. No entanto, Chris Neal, chefe de TI na Sage, a porcentagem de organizações que de fato vai tirar o projeto do papel deve ser metade deste total, ou seja, 20%.
Segundo Neal, os resultados estão “inflados” graças a fatores que fogem ao controle dos gestores, especialmente o prazo em que conseguirão verba das suas organizações.
Além disso, o estudo, que envolveu 265 profissionais de TI em empresas com mais de 500 funcionários, mostra que as companhias que estão utilizando a virtualização estão fazendo isso para aumentar a eficiência e a utilização dos seus servidores (84%) e diminuir os custos com data centers (72%) - o mantra simples e bem-sucedido promovido pela atual líder deste mercado, a VMware.
Apenas 28% afirmaram estar interessados em virtualização como suporte para utility computing, 45% disseram estar interessados em suportar com mais facilidade múltiplos sistemas operacionais e 51% se disseram interessados em aumentar as capacidades de processamento.
O menor interesse em recursos fora os mais básicos - redução de custos e ganho de eficiência - revela poucas perspectivas de uso inovador da virtualização.
Entre os participantes, 18% disseram estar “muito familiarizados” à tecnologia de virtualização assisitida por chips, como o VT, da Intel, ou op AMD-V, da Advanced Micro Devices.
Um terço dos entrevistados respondeu estar “muito familiarizado” com virtualização assistida por hardware, que promete uma performance melhor que a abordagem pesada de software da VMware, ou que a dos softwares de código aberto, como Xen, Open VZ ou Virtual Iron.
Isso sugere que, por enquanto, a VMWare tem menos a se preocupar do que sugere a imprensa de tecnologia, disse Neal.
“É o padrão clássico de adoção de tecnologia: muito burburinho, seguido por pouca atividade, e depois mais vendas anos depois. A virtualização não está imune a ele”, disse Neal.
“Pela pesquisa, não estamos vendo muitas pessoas pesquisando ativamente e avaliando novas tecnologias. Ainda é uma compra de oportunidade: ‘Preciso de um novo servidor, portanto talvez deva dar uma olhada em virtualização’”, conclui.


