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Tecnologia

Uso de grid cresce nos data centers corporativos

Quase 10% de todos os servidores vendidos no ano passado foram usados em instalações de grid, contra 5% em 2004 e menos ainda em 2003, segundo dados da IDC.

Por COMPUTERWORLD

22 de setembro de 2006 - 15h52
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Quando escutam a palavra “grid” muitos executivos de TI já pensam em milhares de CPUs processando inúmeras aplicações com dados relativos a modelos sistêmicos ou a descoberta de novos remédios. Apesar disso, no entanto, as soluções de grid estão sendo consideradas para criar arquiteturas mais flexíveis e eficientes de data centers.

Durante evento GridWorld, que aconteceu em Washington entre 11 e 14 de setembro, vários usuários corporativos contaram suas experiências com grid. De acordo com levantamento feito pela IDG World, que promoveu o evento, apenas 15% dos presentes no evento eram clientes corporativos.

Apesar disso, a adoção em data centers vem crescendo, segundo analistas. Quase 10% de todos os servidores vendidos no ano passado foram usados em instalações de grid, contra 5% em 2004 e menos ainda em 2003, afirmou Addison Snell, diretor de pesquisas da IDC.

A Lehman Brothers, por exemplo, adota soluções de grid desde 1990. Nos últimos anos, a empresa de serviços financeiros vem olhando de forma ainda mais estratégica para essa opção. Para Thanos Mitsolides, vice-presidente sênior da empresa, um dos benefícios óbvios de uma solução em grid é a possibilidade de distribuir várias tarefas para serem processadas em milhares de CPUs.

Como resultado direto disso, o que se vê no mercado é que as soluções corporativas de grid computing e de arquitetura orientada a serviços (SOA) estão ganhando maturidade juntas. Essa é a estratégia da Lehman Brothers, que migrará seus grids isolados, que funcionam em tecnologia desenvolvida internamente pela empresa, para uma arquitetura estruturada. Hoje, a Lehman conta com três grids – com cerca de 1.500 servidores blade – rodando software e aplicações de análise de derivativos, hipotecas e crédito corporativo.

A idéia é criar uma plataforma para suportar SOA e oferecer um uso mais flexível dos recursos de TI a todos usuários da empresa baseados em Nova York, Londres ou Tóquio.

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