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Tecnologia

Dinossauros, sim. Mas em boa forma

Na contramão do que apontavam as mais pessimistas previsões, os mainframes não morreram e trazem oportunidades notáveis para os fornecedores que decidiram manter as apostas nesse mercado.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

30 de outubro de 2006 - 19h04
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“Não dou mais cinco anos para eles desaparecerem.”“Investir em algo que sairá de linha tão rápido é inviável.” “Eles não terão espaço na empresa do futuro.” Boa parte dos profissionais de TI já ouviu em algum momento de sua carreira – especialmente a partir da década de 90 – várias profecias como essas sobre o destino dos mainframes.

O motivo para a morte anunciada, na avaliação de muitos especialistas do setor, residia principalmente sobre o fato de que as pressões por custos e as novas tecnologias trariam alternativas mais viáveis aos usuários. Mas ao contrário das expectativas pessimistas, os mainframes não só se perpetuaram como ainda movimentam cifras notáveis em todo o mundo e no Brasil.

Na prática, os fornecedores que apostaram em manter sua atuação nesse mercado não têm muito que lamentar. Segundo a IDC Brasil, existem hoje em funcionamento no País entre 300 e 400 máquinas, sendo que mais de 70% estão em poder dos segmentos de finanças, governo e telecomunicações. “Uma das explicações para esse mercado continuar aquecido está na alta confiabilidade e desempenho dessas máquinas. Hoje é um pouco ousado para um CIO de uma grande empresa substituir esse ambiente que suporta transações de milhares de dólares e partir para outra alternativa”, comenta Reinaldo Roveri, analista sênior da consultoria para a área de servidores e storage.

Software e serviços relacionados aos mainframes constituem as principais oportunidades para as companhias fornecedoras de soluções, assim como hospedagem, terceirização de suporte e especialmente integração de aplicações com plataformas baixas. Quanto ao hardware, a flexibilização do modelo de comercialização também já se faz necessária para motivar novas aquisições.

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