Tecnologia
Tendências 2007: como fica o mercado de infra-estrutura
Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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3 - Virtualização de Servidores
Realidade. Essa é a palavra utilizada por Eduardo Moura, CIO da Rede Plaza de Hotéis, para descrever a virtualização de servidores em 2007. “De todas as tendências apontadas, essa é a mais presente. A possibilidade de redução de custos com maior flexibilidade atrai corporações de todos os segmentos”, relata.
Araújo, da Stefanini, destaca um ponto facilitador: uma simplicidade muito maior de implementação. “Ao contrário dos outros grandes temas, a virtualização de servidores não demanda uma alteração profunda nos sistemas ou cultural”, defende. Herman Paes, da EMC, concorda.
“A virtualização não é mais curiosidade, não é comprada para ver se funciona”, diz. Ele arremata: “essa tendência fez o mais difícil: saiu da bancada de testes para o ambiente de produção. Não só no back office, mas para o trabalho pesado”.
4 - Virtualização de Storage
A virtualização de storage propõe uma consolidação que organize todos os dispositivos de armazenamento dos diversos fabricantes em uma única solução. No seu estado da arte, a tendência evolui para uma imensa plataforma que aproveite todos recursos de armazenamento disponíveis –dos próprios sistemas de storage ao desktop dos funcionários.
Araújo, da Stefanini, resume “aproveitar a capacidade de armazenamento e alocar onde precisa é, simplesmente, um sonho para qualquer gestor de tecnologia”. Para ele, o ritmo das implementações depende de um único ponto: “se a tecnologia oferecida pelo fornecedor estiver madura e sólida, a adoção vai ser bem rápida”.
Já Moura, da Rede Plaza de Hotéis, vê a tendência com ceticismo. “Esse cenário dos sonhos demanda uma rede veloz e um ambiente mapeado. Além disso, qual gestor de tecnologia pode dizer com certeza o que está armazenado nas estações de trabalho dos funcionários?”, pergunta.
5 - ILM, Gerenciamento do Ciclo de Vida da Informação
ILM, ou gerenciamento do ciclo de vida da informação, é resultado de uma constatação óbvia: as empresas têm em suas informações o seu ativo mais importante. Questionar isso é ignorar os prejuízos sofridos, financeiros ou para a marca, por corporações que perderam dados críticos.
A idéia geral do ILM é cuidar dos dados durante todas as suas fases: a criação, as alterações que sofre e – para deleite dos fornecedores de storage – o armazenamento. O cenário está pronto para receber, em 2007, as primeiras iniciativas na tendência?
“De maneira preliminar. Apesar de muito interessante, a adoção da tendência depende da solidez da tecnologia”, aponta Araújo, da Stefanini. O consultor ressalta, contudo, que o ILM ainda não faz parte da lista de preocupações imediatas das corporações. Para Eduardo Moura, no entanto, o grande entrave é outro. “Os custos para armazenamento são, ainda, proibitivos. A idéia é fantástica, mas a evolução depende do que o mercado oferecer”, afirma.
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