Tecnologia
Tendências 2007: como fica o mercado de infra-estrutura
Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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Ano da Virtualização de Servidores
A Rede Plaza de Hotéis é a maior cadeia hoteleira do sul do país, com cinco unidades nessa região e um resort no nordeste. No mercado desde 1953, o grupo atua num setor conhecido pela sua preferência pela tradição e, acima de tudo, pela aversão a alterações drásticas.
Isso explica a lenta adoção de ferramentas em tecnologia da informação e o conservadorismo. Como um segmento tão específico responde a tendências em infra-estrutura tão radicais, que propõem mudanças drásticas na corporação?
“Tudo depende das vantagens oferecidas. Qualquer tendência que tenha um bom case e resultados que tragam vantagens competitivas interessam”, declara Eduardo Moura, CIO da Rede Plaza de Hotéis.
O executivo reforça que, ao contrário do propagandeado, a falta de maturidade está muitas vezes nos fornecedores de solução. “Muitas propostas de software como serviço chegam a nós da seguinte forma: você pode comprar por 100 mil reais ou alugar por 12 vezes de 15 mil reais. Qual é a vantagem?”, questiona.
Ele completa: “classificar isso como uma mudança de paradigma é um absurdo. Estamos vendo apenas uma alteração no modelo de comercialização, buscando exclusivamente lucro, não valor agregado”.
O executivo destaca que o outsourcing em infra-estrutura de tecnologia da informação é uma aposta a matura para boa parte das empresas. “A terceirização de impressão deu o caminho: o que importa são os resultados acordados. Esse caminho é bastante interessante e pode ser levado para infra-estrutura”, acredita.
O CIO da Rede Plaza defende que a terceirização deve ser feita em camadas, mantendo o cuidado de não deixar com terceiros sistemas estratégicos. “O ideal é estabelecer contratos longos que evoluem de escopo conforme a relação fica mais consistente”, diz.
Ainda assim, Moura vê uma única tendência de infra-estrutura que merece ser promovida à categoria de “realidade ululante”: a Virtualização de Servidores. “Atende as necessidades do negócio, unindo flexibilidade e capacidade de provisionamento. Em janeiro, já dá para começar a fechar a proposta”, aconselha.
Ressaltando que a tendência atende um dos pontos mais críticos do setor de hotelaria, a variação de processamento exigida pela sazonalidade, e a queda dos custos por máquina virtualizada, Moura complementa “é um tópico que, inclusive, está na boca do time executivo. Sem dúvida, 2007 será o ano da virtualização de servidores”.
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