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Tecnologia

Reestruturação da EMC culmina com arrecadação recorde de US$ 11,2 bi

Foco dividido em hardware, software e serviços, além da agressiva política de aquisições, justificam o melhor desempenho para Carlos Cunha, diretor geral da EMC Brasil.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD*

06 de março de 2007 - 12h30
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Faturamento de 11,2 bilhões de dólares em 2006, com alta de 14% perante o ano anterior. Expectativa de levantar com o IPO de 10% das ações da VMWare pelo menos 500 milhões de dólares. A EMC trilhou seis anos para deixar de ser uma empresa dedicada à venda de hardware de armazenamento em disco para uma gigante que atua em gestão de conteúdo, segurança, virtualização e em outros setores além de storage.

“Tivemos um dos melhores resultados em 2000, quando atingimos nove bilhões de dólares em receita. Apesar dos bons números, ficou claro que não sobriviveríamos se nosso foco fosse exclusivo na venda de hardware”, conta Carlos Cunha, diretor geral da subsidiária brasileira. Agora, garante o executivo, “a EMC conseguiu dar a virada para a execução, oferecendo solução mais integrada aos clientes”.

Para ele, o desempenho da companhia no Brasil foi prejudicado no ano passado pela baixa taxa de investimento do governo, além da Copa do Mundo e das eleições. “2006 foi um ano muito difícil, não apenas para nós, mas para o mercado como um todo”, conta. Cunha acredita que 2007 surge com perspectivas muito melhores: “O primeiro trimestre do ano já indica isso. Com o governo voltando a investir, as perspectivas são ainda melhores”.

Carlos Cunha aponta o alto índice de obsolecência e a maior tranqüilidade do ambiente político com o final da eleição como indicadores da volta do setor a TI. O executivo questiona o modelo do Pregão Eletrônico que, segundo ele, busca apenas o preço baixo sem olhar a tecnologia empregada. “Isso está causando problemas. O governo precisa criar métodos para medir o intangível”, defende.

Questionado sobre as últimas movimentações de mercado, que colocaram as empresas de Business Intelligence (BI) e Business Performance Manager (BPM) como alvo das aquisições, Carlos Cunha garantiu não ter nenhuma informação sobre o interesse da EMC no setor. “A EMC continua avaliando o mercado para crescer via aquisições, mas não existe nada de novo”, afirma. Cunha completa, irônico: “Quando a aquisição acontece, só descubro pelos jornais”.

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