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Tecnologia

VMware garante independência da EMC e quer crescer na AL

Empresa vai dobrar o número de funcionários no Brasil, além de ter inaugurado dois novos escritórios na região que cresceu 300% no ano passado.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

12 de julho de 2007 - 13h20
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Os números oficiais, entregues pela própria EMC entregues a SEC (órgão norte-americano equivalente à Comissão de Valores Mobiliários), colocam uma expectativa de levantar pouco mais de 740 milhões de dólares na oferta pública (IPO) de 10% de suas ações. Mas estimativa publicada pelo Financial Times (para assinantes) aponta que esta negociação pode vai levantar 1 bilhão de dólares, o que equivale a dizer que o valor de mercado da VMWare é 10 bilhões de dólares.

Para uma companhia que nasceu há 9 anos e foi comprada pela EMC, em 2003, por 625 milhões de dólares, os resultados são impressionantes. Não é à toa que ela é apontada como a empresa de software que cresce mais rapidamente no mundo, além de – depois do IPO – entrar no hall das 10 maiores corporações do setor. Mesmo com a mudança, a empresa continua sendo controlada pela gigante de storage, que tem 90% de suas ações, e tem a participação da Intel Capital que recentemente comprou 2,5% da empresa ao investir mais de 208 milhões de dólares.

Nesse contexto, será um desafio para a empresa se desvencilhar da sua controladora EMC? “A VMWare não precisa provar que é independente, já atuamos assim desde a aquisição. Não muda nada”, garante Carl Eschenbach, vice-presidente mundial de vendas da companhia. De acordo com o executivo, o maior desafio da empresa é gerenciar o aumento da complexidade que surge com o crescimento. “Mas não podemos ficar nos orgulhando pelo passado. Especialmente agora que o olho público vai ficar nos analisando mais atentamente”, acrescenta.

O crescimento está levando à expansão para diversos mercados, especialmente o latino-americano. De acordo com Javier Carrión, diretor da empresa para América Latina, a VMWare abriu escritório na Argentina, em junho, e na Colômbia no início do ano. Especificamente para o Brasil, destaca, o número de funcionários vai crescer. “O País representa 60% do nosso faturamento na região, tivemos crescimento de 300% no último ano. Vamos aumentar o nosso quadro de funcionários no Brasil de 12 para 24 empregados em um ano”, completa.

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