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Tecnologia

Nova geração de memórias são 500 vezes mais velozes, mas fabricantes represam investimentos

Fabricantes resistem à adoção da nova tecnologia, mesmo com promessa de maior velocidade, melhor desempenho de leitura e menor consumo de energia.

Por COMPUTERWORLD

27 de agosto de 2007 - 07h00
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Os fabricantes de chip perguntam há tempos o que vai acontecer quando as memórias flash não puderem mais ser encolhidas. Mas este dia continua sendo adiado com a letargia dos fabricantes de memórias em investir na tecnologia que pode substituir o flash: a PCM (phase change memory) ou PRAM (phase change random access memory).

Jim Handy, analista da Objective Analysis, baseada na Califôrnia, EUA, não acredita que a conversão de memória flash para PCM vai ganhar tração até 2012. Neste ano, ele acredita que o PCM vai superar o flash em menos de dois anos.

"Já em 2002, a Intel declarava publicamente que depois dos nodes de 65 nanômetros, não era mais possível criar memórias flash usando processadores menores”, diz Handy. “Em 2003, eles descobriram que podiam ir além e chegar até 25nm. Agora, parece que 25nm é o limite máximo. Mas acredito que eles vão conseguir outra superação até 2012, o que vai colocar o limite ainda mais para frente”.

Mas uma vez em que o limite final for atingido – e não há mais possibilidade de encolher a tecnologia flash – o analista define: “Isso significa que não será mais possível reduzir o custo disso. E, repentinamente, tudo torna-se um dinossauro… Até esse dia chegar, os fabricantes vão adiar o PRAM”.

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“É possível encontrar maneiras de driblar o limite [de tamanho da memória NOR flash], mas é consenso de que fazer isso está cada vez mais difícil. Memórias PRAM possuem melhor escalabilidade do que a NOR”, acredita Bill Gallagher, gerente de exploração de memórias não-voláteis da IBM.

No início desse ano, a IBM, a Qimonda AG e a Macronix International anunciaram parceria para o desenvolvimento da tecnologia PCM, mas Gallagher diz que as três empresas não estão desenvolvendo um produto específico. “Mostramos que o material pode ser bem pequeno por várias gerações e que esse material é muito rápido – enquanto o flash é particularmente lento para escrever e apagar dados”, defende.

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