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Tecnologia

Setor de chips pode sofrer com instabilidade econômica nos EUA

Mesmo com bons resultados, a instabilidade da economia dos Estados Unidos com a crise imobiliária pode causar sérios danos a esse mercado em médio prazo.

Por IDG News Service

11 de setembro de 2007 - 12h30
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Há um consenso entre os analistas de que os gastos corporativos ou de usuários finais com produtos de tecnologia serão atingidos com a instabilidade econômica nos Estados Unidos, mas – de acordo Peter Sutton, analista da CLSA – ninguém sabe quão grande será esse impacto no setor.

Ainda que a demanda por tecnologia continue forte nos outros países, especialmente para computadores e telefones celulares, defende, ela pode diminuir se os Estados Unidos entrarem em crise, especialmente por diversos países subdesenvolvidos dependem das exportações dos EUA para gerar receita. Sutton acrescenta que, até o final do ano, será possível ter uma idéia correta do tamanho do mercado.

As boas notícias para tecnologia começaram a ser divulgadas na Ásia quando o maior fabricante de chips por contrato, a Taiwan Semiconductor Manufacturing, reportou um recorde em agosto e revisando positivamente suas previsões financeiras para o terceiro trimestre. Considerada o fiel da balança na indústria de tecnologia, a companhia teve alta de 10% em suas vendas em agosto, atingindo 907 milhões de dólares, batendo o recorde anterior que tinha sido estabelecido em julho passado.

Já a MediaTek, empresa de Taiwan de design de chips, seguiu o ritmo da TSMC e anunciou acordo para compra da linha de chips de telecomunicações da norte-americana Analog Devices por 350 milhões de dólares em dinheiro. Mesmo com o acordo não sendo gigantesco, ele mostra como a MediaTek pretende impulsionar a sua estratégia no setor de chips para telefonia móvel. Entre as linhas, a companhia comprou um chipset usado no TD-SCDMA (Time Division-Synchronous Code Division Multiple Access), padrão de telefonia 3G que está sendo buscado na China.

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As notícias de bom desempenho não foram restritas à Ásia. O mercado acaba de acompanhar o aguardado lançamento do chip Barcelona, o novo processador de quatro núcleos da AMD, e viu relatos de que empresas como a IBM, Sun, Dell e Gateway que já estão utilizando a nova tecnologia.

A Intel também chamou a atenção nos últimos dias. Ontem (10/09/07), a maior fabricante de processadores do mundo divulgou a revisão positiva de sua meta para o terceiro trimestre de 2007 variando entre 9,4 bilhões de dólares e 9,8 bilhões de dólares. O número inicial estava previsto entre 9 bilhões de dólares e 9,6 bilhões de dólares. A companhia disse, ainda, que a margem de lucro seria maior graças à demanda por produtos de tecnologia mais forte do que a esperada.

Mesmo com todos estes sinais positivos, o futuro permanece incerto para o setor. “No curto prazo, os dados mostram poucas evidências para cortes. Dito isto, nasce uma pergunta: o céu vai cair neste setor por conta da crise do mercado imobiliário nos EUA?”, questiona Warren Lau, analista da Macquarie Research Equities.

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