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Novos servidores: menor consumo de energia e suporte para virtualização

Lançamentos anunciados pelos fabricantes nos primeiros meses do ano não ocorreram sem razão: a demanda é real

Por Fabio Barros, do COMPUTERWORLD

15 de abril de 2008 - 07h30
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Os três primeiros meses do ano foram marcados por uma série de lançamentos de hardware voltados especificamente ao setor de data centers.

Sun, IBM, HP e Dell anunciaram equipamentos e soluções que, à primeira vista, podem sugerir uma tentativa de criar no mercado uma demanda ainda não existente. Sugerem, mas representantes dos data centers não confirmam.

Ao contrário, o movimento parece atender a uma demanda que existe de fato, é crescente e vem sendo motivada por uma série de fatores que convergiram para que ela ocorresse.

Entre estes fatores destacam-se a necessidade de economia de energia, possibilidades de virtualização de equipamentos, ampliação do uso de software aberto e necessidade de aumento no poder de processamento. “Cresceu o uso e a aceitação dos serviços oferecidos pelos data centers, e também a utilização da internet como plataforma de negócios”, avalia Rodrigo Oliveira, diretor nacional de implantação da Diveo.

Lançamentos em fila
Pensando nesta demanda, a IBM, por exemplo, anunciou no final de fevereiro o mainframe System z10. O equipamento chega com o objetivo de ganhar espaço como servidor de aplicações.

Para tanto, a fabricante lança mão da comparação direta com servidores x86, afirmando que ele equivale a aproximadamente 1500 servidores, com custo de energia 85% menor e ocupando cerca de 80% menos espaço físico.

Alguns dias depois foi a vez da Dell anunciar uma nova linha de blades. O sistema PowerEdge M-series também tem como foco o mercado formado por data centers, e apela para a redução do consumo de energia como seu principal diferencial. De acordo com a fabricante, os novos equipamentos consomem até 19% menos energia e têm desempenho 25% superior aos dos seus concorrentes.

Quem também apostou nos blades foi a HP, que no início deste mês expandiu sua linha BladeSystem com a apresentação de seu primeiro modelo com quatro soquetes, o HP Integrity BL870c. Mais uma vez, a apresentação ressalta a possibilidade de redução do consumo de energia em até 25% e também a menor necessidade de espaço físico.

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Em fevereiro, a Sun divulgou o que chama de projeto Blackbox, ou o Sun Modular Datacenter S20. A fabricante afirma que o produto oferece aos seus usuários capacidade computacional quatro vezes maior, com metade do consumo de energia e metade do espaço físico.

Em todos os casos, nota-se a preocupação com o aumento na capacidade de processamento, sem a necessidade de mais gastos com energia ou a ocupação de espaços maiores, e isso não acontece sem razão.

Requisito de mercado
“A maioria dos data centers hoje têm espaço físico excedente, mas não suportaria o aumento nos custos de energia e de refrigeração para que ele seja preenchido”, afirma Marcus Moraes, vice-presidente da Alog.

Para atender ao crescimento da demanda sem que estes custos se elevem, as empresas vêem com bons olhos o movimento dos fabricantes.

A própria Alog este ano pretende migrar os sistemas comuns a todos os seus clientes para a plataforma blade, com virtualização. De acordo com Moraes, o projeto vai atender às necessidades de redução de energia e espaço físico. “Tínhamos a previsão de gastar 400 mil reais nos próximos quatro anos com a manutenção dos equipamentos tradicionais. Com o blade, teremos uma economia de 50 mil reais”, contabiliza.

As mudanças não param por aí. A companhia vai migrar também seus sistemas de controle, que sairão da plataforma Sun e passarão a rodar em mainframe.

“O alinhamento entre o que vemos chegar hoje ao mercado e nosso projetos internos mostra que os fabricantes estão atendendo necessidades reais de mercado. Óbvio que existe alguma pressão da parte deles, mas é natural e nada artificial”, afirma Moraes.

Oliveira, da Diveo, concorda, e lembra que no caso dos equipamentos baseados em plataforma Intel – os mais utilizados pela companhia – a demanda está apenas começando.

“Não se trata de troca ou atualização de equipamentos, são novos negócios mesmo”, afirma. Mas isso não significa vida fácil para os fornecedores. Ao contrário, o executivo garante que o mercado está hoje ‘comoditizado’, mesmo que para melhor.

“Todos os equipamentos são de ótima qualidade. Os fornecedores vão brigar na área de oferta de serviços, atendimento etc.”, revela. Neste nicho, Oliveira acredita que os diferenciais devem se apresentar em três frentes: preço, serviço e compromisso de entrega, que é fundamental num mercado em que muitos fornecedores são contratados na última hora.

“Os fabricantes têm tentado agregar todos estes itens, e geralmente vence aquele que faz isso melhor”, diz. Não é pouco, mas a recente movimentação do mercado mostra que eles estão tentando.

Foco na energia
Novos servidores: Promessa de reduzir o consumo de eletricidade
IBM System z10 – 85% menos energia que a plataforma x86
Dell PowerEdge M-series – promete redução de 19% perante concorrência
HP Integrity BL870c – menos 25% em energia elétrica
Sun Modular Datacenter S20 – 50% menos energia

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