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Mainframes lutam para manter reinado corporativo

Novos sistemas podem ajudar a IBM a se manter no trono dos data centers, mas o caminho para isso não será fácil, de acordo com profissionais do mercado.

Por Fábio Barros, do COMPUTERWORLD*

07 de maio de 2008 - 07h25
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Em fevereiro a IBM anunciou seu mainframe System z de última geração, prometendo eficiência de energia, segurança aprimorada e “50% mais capacidade”. Mas o que o lançamento não mudou é a disputa incessante pelos clientes de mainframes IBM, que podem desembolsar milhões de dólares por um novo sistema e são sempre cortejados por plataformas alternativas mais baratas.

Segundo Mike Walter, gerente de sistemas Z/VM da Hewitt Associates, os mainframes “ganham a vida” de muitas maneiras, mas a característica que ocupa o topo de qualquer lista é sua confiabilidade. Ele diz lembrar de apenas um mainframe ter pifado em dez anos. “De quantos servidores distribuídos se pode dizer o mesmo?”

Por seu lado, os servidores distribuídos têm a grande vantagem do custo. O Palm Beach Community College acaba de leiloar seu zSeries 890 no eBay por 40 mil dólares. Ele será substituído por um sistema Intel com quatro soquetes, que custa cerca de 30 mil dólares. A equipe de TI vai sentir falta de algumas ferramentas, mas o novo sistema “é mais veloz e o software, mais barato”, diz Tony Parziale, CIO da faculdade.

O conflito ficou evidente em uma pesquisa realizada recentemente pelo Share, grupo de usuários IBM. Mais de 430 membros, entre administradores de sistemas e CIOs, participaram da pesquisa.

Vinte e três por cento deles planejam aumentar a utilização de seus mainframes e 19% vão reduzir o uso ou abandonar os sistemas totalmente. Entre os demais, 14% não têm planos de mudança ou migração; 23% não utilizam mainframe; 18% não sabem e o restante se enquadra na categoria “outros”.

Apesar dos esforços da IBM, lidar com mainframes pode ser difícil. Segundo a pesquisa do Share, cerca de metade dos entrevistados conta com desenvolvedores que codificam à mão para ter acesso a informação corporativa, um processo moroso e sujeito a erros.

A adoção de SOA seria um meio de abordar a integração. A pesquisa aponta que 23% dos usuários estão com a adoção de SOA em andamento. Dos restantes, 6% têm um projeto para os próximos seis meses e 26% cogitam implementá-la.

No Brasil, a fabricante mantém o discurso global. “Estamos em um momento em que as empresas começam a renovar seus data centers e, com a quantidade de máquinas existentes hoje, o custo de gerenciamento é maior que o de aquisição e os gastos com energia – tanto do equipamento quanto de resfriamento do ambiente – também estão crescendo”, diz Fábio Pessoa, diretor de hardware da IBM Brasil, lembrando que em cinco anos os gastos com energia também serão maiores que os de aquisição de hardware.

Além do discurso verde, Artur Machado, executivo de servidores empresariais da IBM Brasil, acredita que o z10 chega ao Brasil com status de servidor de aplicações, com a possibilidade de inverter o jogo contra a plataforma Intel.

“Um z10 com 64 processadores tem a mesma capacidade de processamento de 1,5 mil servidores Intel x86, só que com 85% de redução nos custos de energia e gerenciamento”, provoca, lembrando que hoje existem mais de quatro mil aplicativos disponíveis para mainframe, sendo 1,2 mil deles em Linux.

*Com tradução do Computerworld EUA

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