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Teste do banco de dados Oracle 11g: Advanced Compression

Confira a última parte do teste completo sobre várias das novas funcionalidades do Oracle 11g. Vale apostar na atualização?

Por Infoworld, EUA

13 de junho de 2008 - 09h30
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Outra opção do banco de dados Oracle 11g licenciada separadamente é o Advanced Compression. Recurso que grava dados em disco de modo a ocupar menos espaço, o Advanced Compression diminui os custos de armazenamento, reduz os requisitos de largura de banda de rede e memória e até melhora a performance da consulta.

O Advanced Compression economiza espaço de storage ao substituir valores duplicados (como a data em pedidos feitos ao longo de um dia determinado) em um bloco de dados pelos símbolos para estes valores.

Em outras palavras, o Advanced Compression não comprime realmente os valores, mas normaliza os dados exatamente como faz o design de banco de dados. Quanto mais repetitivos forem seus dados, mais êxito você terá com o Advanced Compression. E, visto que ele funciona no nível do bloco, a taxa de compressão dependerá de como você ordena os dados em suas tabelas.

Teste de Estresse - Oracle 11g
Teste do Oracle 11g – Primeira Parte
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Teste do Oracle 11g – Result Cache
Teste do Oracle 11g – Snapshot Standby
Teste do Oracle 11g – Active Data Guard
Teste do Oracle 11g – Real Application Testing

Além de armazenar mais dados em disco, o Advanced Compression melhora a performance de I/O. Fica mais fácil para o banco de dados satisfazer as consultas, já que mais dados são acomodados em menos espaço. Fisicamente, o banco de dados extrai menos dados do disco para a mesma informação, por isso pode fazê-lo mais rápido. O problema é que estes benefícios só se estendem a scans em tabelas, não a consultas indexadas.

Portanto, o Advanced Compression melhora o desempenho de algumas consultas, mas não de outras. E reduz drasticamente os requisitos de storage para alguns tipos de dados, mas não outros. Além do mais, até para os mesmos tipos de dados, no geral as taxas de compressão vão diferir dependendo da freqüência com que os dados se repetem e como você ordena (indexa) os dados.

Por fim, percent free (PCTFREE), o percentual de uma página deixado vazio para inserções ou updates, também será um fator importante. Quanto melhor os dados são “comprimidos”, mais quantidade caberá em uma página e menos páginas o engine tem que percorrer para satisfazer a consulta. Estes ganhos podem ser visto por toda parte, desde consultas ligeiramente mais rápidas a bloqueio reduzido.

Testei o Advanced Compression com dois bancos de dados separados. No primeiro caso, o banco de dados foi gerado a partir do benchmark de entrada de pedidos TPC-C, que simula um ambiente completo para processamento de transações online. No segundo caso, o banco de dados foi o OLTP Table Compression Test Kit fornecido pela Oracle.

Com o Advanced Compression, você espera que tabelas diferentes e dados diferentes se comportem de maneira diferente, e foi justamente o que meus dois testes mostraram. Duas tabelas no Oracle Test Kit não só comprimiram para um quarto do tamanho original, como também usufruíram grandes ganhos no desempenho da consulta e até melhorias nas velocidades de gravação.

As tabelas do banco de dados TCP-C comprimiram bem menos, variando em economias de 15% a 57%, e não obtiveram benefícios na performance da consulta ou da gravação. Na realidade, a performance sofreu.

Naturalmente, os resultados do meu teste e os resultados dos testes da Oracle serão diferentes dos resultados que você obtiver. Seus resultados de compressão também vão diferir de uma tabela para outra, às vezes drasticamente.

E atenção: fazer alterações na tabela de base pode mudar a taxa de compressão. Se os requisitos de negócio ou relatório mudarem (o que é freqüente) e você tiver que ordenar sua tabela de outra maneira, pode perder grande parte da compressão. Na pior das hipóteses, você talvez descubra de repente que não tem mais espaço em disco suficiente.

Observe, ainda, que o Advanced Compression pode impor um custo em termos de recursos de sistema. Quando configurei os testes de leitura dos dados TCP-C, ordenei as tabelas para agrupar todos os dados semelhantes e depois fiz a consulta especificamente a partir destes dados.

Pensei que o cluster de dados semelhantes melhoraria muito o desempenho do scan, mas não foi o que aconteceu. Por isso, a menos que você teste a fundo, e com seus dados de produção reais, talvez se surpreenda com os resultados.

O Advanced Compression pode ser muito valioso para o administrador de banco de dados inteligente que o gerencia corretamente e tem a visão de mantê-lo bem, mas você precisa estar atento porque ele acrescenta uma camada de complexidade à realização de mudanças. E, mesmo antes de implementá-lo, você terá que fazer muito teste de regressão para assegurar que seus aplicativos funcionarão como antes.

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