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Pólos de desenvolvimento no Sudeste ganham vida própria

Por Fabio Barros, do COMPUTERWORLD

02 de julho de 2008 - 07h30
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Em Belo Horizonte, a receita parece ter encontrado seu formato ideal. “Aqui conseguimos conjugar os governos municipal e estadual, instituições de fomento, instituições representativas do setor e academia. Os projetos são discutidos em conjunto e as ações divididas entre todos. Nosso diferencial está em não termos ações isoladas”, revela Mauro Lambert, coordenador da Fumsoft (Sociedade Mineira de Software).

A iniciativa começou em 1999 e hoje a cidade concentra 90% dos profissionais de software de Minas Gerais. Ao todo, são 1,3 mil empresas de desenvolvimento, 55% delas em atividade há mais de cinco anos. Lambert lembra que, na maioria, tratam-se de micro e pequenas empresas: 60% delas faturam até 250 mil reais ao ano e possuem, no máximo, nove profissionais.

Não por acaso, Belo Horizonte gerou, em 2007, 7,2 mil empregos formais na área de software, o que significou um crescimento de 358% desde o ano 2000. Pelas contas de Lambert, se a cidade mantiver o ritmo de crescimento, ela deve se tornar a maior empregadora de profissionais de software já em 2009 (hoje é a segunda).

“Este crescimento vem da convergência de forças e do fato de estimularmos as empresas a desenvolver produtos de maior valor agregado. Hoje temos 43 empresas envolvidas em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. É um movimento ara nichos futuros como RFID e hardwares especiais para funções específicas”, diz.

Em São Paulo, iniciativas mais antigas mudam suas estratégias para continuar atendendo ao mercado. É o caso de CPqD, que completa 32 anos este ano e, desde 1990, mantém um programa de desenvolvimento de software. “Temos hoje 600 pessoas envolvidas em desenvolvimento de software e mais cinco empresas instaladas em nossa planta”, conta Hélio Graciosa, presidente da companhia.

A vocação para pólo de desenvolvimento se reflete no modelo de negócios do centro, que tem hoje participação em dois centros de pesquisa, quatro empresas industriais e três companhias de serviços, além de outras duas incubadas no próprio centro.

“Este ano iniciamos um programa de spin-offs. Há três idéias sendo examinadas e outras quatro na fila. Em um ano, devemos ter pelo menos três novas empresas no mercado”, diz. O resultado da diversidade: em 2007, o CPqD faturou 14 milhões de reais e o objetivo para este ano é crescer 50%.

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