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BT quer transformar Brasil em centro de global sourcing

Empresa tem 90 posições em aberto. Perfil procurado é de profissional com formação técnica e trilíngüe.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

03 de julho de 2008 - 18h59
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A BT quer transformar o Brasil em um de seus principais centros de global sourcing. A empresa mantém no País dois centros de operação de redes, que prestam serviços para 10 clientes, e está em vias de assinar contrato com outros dois.

"O objetivo é oferecer um serviço mais sofisticado do que o que encontramos na Índia", diz Luiz Sanches, CEO da BT no Brasil.

Segundo o executivo, atualmente, a BT tem cerca de 90 posições em aberto para profissionais interessados em atuar na área. O perfil procurado é de pessoas com formação técnica, trilíngües e com postura profissional. "Não estamos implantando um help desk nível 1, no qual o profissional repete um script", justifica.

A BT mantém centros do tipo em outros três países - Índia, China e na Hungria. Do ponto de vista de tamanho, o indiano é muito maior do o Brasil. Tem 7 mil funcionários, contra 400 empregados nos centros de Hortolândia e de São Paulo.

Na Índia é feito o desenvolvimento de produtos, já no Brasil o focos é gerenciamento de redes de dados e voz e atividades de back office. O gerenciamento de contratos globais guiou o crescimento dos centros nos últimos dois anos. A rede mundial da fabricante de bebidas Inbev é gerenciada em São Paulo. "E há clientes com operação na China com suporte aqui", conta Sanches.

"Em 2009, queremos que global sourcing represente 50% da nossa mão-de-obra na América Latina. Hoje, está no patamar de 20%", completa João Macias, vice-presidente da BT Global Services na AL. A empresa tem atualmente 1 mil funcionários na região.

O centro no interior paulista já passou por uma ampliação de 20% de sua área, desde que a BT adquiriu a Comsat, em junho do ano passado. Agora, a unidade passa por nova reforma, que deve dobrar seu tamanho.

O faturamento da BT na América Latina chegou a 268 milhões de dólares entre junho de 2007, quando o negócio foi realizado, e março de 2008. O Brasil responde por aproximadamente metade deste valor. Segundo a empresa, em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 34% nos resultados.

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