Tecnologia
Nicholas Carr: Ou empresas adotam cloud ou ficam obsoletas
Especialista alerta que a mudança que vai acabar com o modelo cliente/servidor é inevitável.
Por Thais Aline Cerioni, da CIO
Menos polêmico do que se esperava, Nicholas Carr abriu o Interop São Paulo com a apresentação “TI na era da computação em nuvem”, a qual procura mostrar os impactos do desenvolvimento das capacidades de processamento e de conectividade para os negócios das empresas.
O executivo, famoso pelo artigo e livro “IT doesn’t matter”, publicado em 2001 na Harward Business Review, comparou mais uma vez a tecnologia à energia elétrica.
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Segundo ele, assim como a eletricidade promoveu diversas inovações quando tornou-se barata e disseminada, a cloud computing deve impulsionar a inovação corporativa. “A computação em nuvem é muito mais do que uma nova tecnologia. Significa a oportunidade de os departamentos de TI começarem a pensar em novos produtos e novas formas de fazer negócio”, prevê Carr.
A transformação, entretanto, depende de um processo de adaptação das organizações de TI, que deve acontecer ao longo dos próximos cinco a dez anos. “Nós, como indivíduos, naturalmente gravitamos em direção à computação em nuvem por ela ser mais simples e mais barata que o modelo tradicional”, aponta. “Ao longo do tempo, as empresas terão de ir para esse modelo também ou cairão na obsolescência.”
A mudança demanda, segundo Carr, a reengenharia da infra-estrutura de TI e uma nova forma de pensar as interfaces com os usuários. Além disso, ele destaca a necessidade de as empresas mudarem a forma como enxergam seus departamentos de tecnologia da informação, que terão de ser menos técnicos, menos controladores e menos dedicados à manutenção. Em sua visão, a computação em nuvem é a base para a inovação.
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Não para todos.
O conceito de cluod é muito interessante para empresas que miram de forma prioritária em redução de custos a qualquer preço.
Sem dúvida o rateio dos custos com outros usuários da tecnologia propricia este ganho.
Pequenas empresas que procuram reduzir o caminho e o custo de implantação de uma área de TI, o uso da tecnologia é quase inevitável.
Agora quando o foco é controle direto das informações, com elevado grau de confidencialidade, onde o risco de que estas informações, que são segredo de estado, a tecnologia cloud não me parece ser a melhor opção.
Afinal de contas, perda da vantagem competitiva, por roubo ou vazamento de informações confidenciais é algo que nem nas núvens da para se cogitar.
Welington
Welington - 13 Ago 2008, 16h43
Mais um modismo...
Isso me lembra a famigerada "reengenharia", no começo da década de 90, onde centenas de "gurus" ganharam rios de dinheiro com palestras e workshops convencendo diretores e gerentes a reduzir radicalmente seus quadros de funcionários de TI, funcionários esses que eram chamados de "gordura". As nuvens terão sua utilidade sim, mas não é uma solução que vá ao encontro aos interesses de todas as empresas.
Paulo - 13 Ago 2008, 10h33
Passou da Hora
Somos uma empresa que vendemos esta tecnologia para os nossos clientes de 2001 e a aceitação é mais positiva do que pode imaginar, temos clintes com 200 usuarios até uma loja de varejo com 2 usuarios.
Preocupação e investimento, quase zero.
Roberto - 13 Ago 2008, 08h50
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