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Tecnologia

SQL Server 2008: Resource Governor

Computerworld, EUA

16 de novembro de 2008 - 23h24
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A Microsoft alardeia o novo Resource Governor como uma das grandes melhorias da nova versão. Sem dúvida, ele é útil para instalações que desejam impedir que alguns processos interfiram com outros. Uma das melhores utilizações de um resource governor seria em um sistema OLTP onde você é obrigado a executar relatórios com dados OLTP em tempo real, por exemplo. Você não quer que os relatórios atrapalhem as transações e, por isso, vai transferir para um grupo que protege os recursos.

Ainda assim, trata-se da primeira incursão da Microsoft na área de gerenciamento granular de recursos e, embora seja um bom começo, não será instantaneamente útil para todos. Para começar, você só pode especificar duas métricas de recursos para definir um grupo de recursos: CPU e memória. Você pode especificar valores mínimo e máximo para cada um, mas isso nem de longe basta para definir um processo malicioso em um sistema ocupado. Processos maliciosos podem assumir muitas formas e, para capturá-los, são necessárias outras métricas (número de I/Os, volume de tempo etc.) além do uso de CPU e memória.

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Depois que você define que um processo fará parte de um determinado grupo de recursos, ele permanece lá. Queries inconvenientes não podem ser movidas dinamicamente para um grupo diferente, como você pode fazer no Oracle Database. Para designar uma query para um grupo diferente de recursos, você teria que eliminar o processo, designá-la para o grupo e reiniciar o Resource Governor. Algo me diz que você não vai querer fazer isso com freqüência em um sistema muito ocupado.

Por fim, você tem que tomar cuidado na hora de configurar seus grupos. Se você tem três grupos com no máximo 50% de memória definida, obviamente haverá problema. É preciso haver regras que definem quanto cada um obtém. Você tem que definir e monitorar seus grupos cuidadosamente para garantir que eles estão lhe dando o que você quer.

É difícil não comparar o Resource Governor da Microsoft com o da Oracle. O Oracle Database possui o recurso há mais tempo e ele certamente é mais rico e amadurecido. Mas o da Microsoft apresenta uma vantagem que não pode ser ignorada: está incluído na licença, enquanto que o da Oracle é um complemento bastante caro.

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