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Tecnologia
Games impulsionam o desenvolvimento da indústria de supercomputadores
Investimentos em sistemas para gamers estão possibilitando a criação de máquinas poderosas e baratas que usam unidades de processamento gráfico.
IDG News Service
A definição de um supercomputador pessoal é mais ou menos assim: barato, cabe em uma mesa, pode ser conectado a uma tomada caseira e está a uma pequena distância das máquinas que fazem parte da lista dos 500 mais potentes supercomputadores.
Sendo assim, o recém-lançado Tesla Personal Supercomputer, da Nvidia, é um dos primeiros produtos a se enquadrar nesta definição. A máquina suporta 960 cores, oferece quase 4 teraflops de desempenho e custa pouco menos de 10 mil dólares. Para chegar a esta capacidade e preço, o computador usa quatro unidades de processamento gráfico (GPU), cada uma com 240 cores.
“É realmente um supercomputador na sua mesa”, afirmou Michael Dell, CEO da Dell, durante uma conferência nos Estados Unidos que reuniu mais de 10 mil usuários de computadores de alto desempenho, entre cientistas, profissionais de diversas áreas e fornecedores na expectativa de ver o mercado de high performance computing (HPC) indo na direção contrária dos outros setores de tecnologia, duramente afetados pela crise econômica.
Em parte, o desenvolvimento de supercomputadores baseados em GPUs se deve aos bilhões de dólares investidos na criação de sistemas para games. “Essa é a beleza do mercado”, afirmou Ian Watson, que trabalha como químico para uma indústria farmacêutica e é usuário de HPC. “Os gamers do mundo todo estão jogando para o desenvolvimento dessas máquinas. Se conseguirmos subir neste trem enquanto ele passa, será ótimo”, completa o profissional.
A Dell já produz uma Workstation, da linha Precision, que usa GPU da Nvidia e uma série de outros fabricantes também estão produzindo máquinas baseadas na computação paralela desenvolvida pela fabricante de placas gráficas.
Este tipo de computador é voltado para aplicações de estudos sísmicos, pesquisas médicas e design de produtos, por exemplo. A Nvidia, no ano passado, lançou um kit de desenvolvimento para que programadores independentes construíssem sistemas para rodar no novo sistema.
“Gráficos são a principal aplicação para a computação paralela”, afirmou Andy Keane, gerente geral da linha de produtos Tesla. O computador da Nvidia seria ranqueado entre as vinte máquinas mais rápidas há apenas 5 anos. Atualmente, a lista dos 500 mais potentes termina em um supercomputador de 12,6 teraflops.
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