
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Tecnologia
Aumenta fatia de faturamento de empresas de TI na América Latina
Região aumenta a representatividade nos negócios dos grandes conglomerados de TI ao quebrar barreira dos 2% da receita global e ganha mais peso nas decisões.
Fabio Barros, do COMPUTERWORLD
Durante os últimos anos era muito comum ouvir das empresas
multinacionais que a América Latina representava entre 1,5% e 2% de seus
negócios globais. Mas isto está mudando.
Várias divulgações de
resultados ao longo deste ano mostraram que o centro de gravidade – ou o
dinheiro – começa a se deslocar, e os países emergentes respondem por boa parte
deste movimento.
Antes da crise, o amadurecimento
de determinados mercados e a necessidade de as empresas buscarem novas fontes
de crescimento justificavam a guinada. Com a crise, a expectativa é que países como os Estados Unidos e representantes da União Européia reduzam seus
investimentos. Assim, aumenta a possibilidade de
que a participação da região cresça ainda mais.
“A crise deve atingir mais fortemente países que tenham
dependência direta da economia norte-americana, como o México e a Costa Rica.
Por outro lado, o Brasil tem crescido fortemente e a Argentina, nos últimos
anos, tem crescido mais que o Brasil”, avalia Tom Conlan, vice-presidente de
operações da Sybase para a América Latina, região que, junto com a
Ásia-Pacífico, representa 15% do faturamento da companhia.
Os números variam, mas em todos os casos, mostram evoluções
em relação aos anos anteriores.
No caso da EMC, que tem 46% de suas vendas
feitas fora dos Estados Unidos, a América Latina surgiu no terceiro trimestre
de 2008 como a região de maior crescimento no mundo: 24%. “Boa parte de nosso
crescimento por aqui se deve à necessidade de as empresas consolidarem seus
ativos de TI. Foi o que aconteceu com o setor de telecomunicações, que teve um
crescimento desordenado durante muitos anos”, explica Leon Taiman, diretor
sênior para as áreas de telco, mídia e entretenimento da EMC América Latina.
Investimentos
Mas nem só o crescimento desordenado faz os resultados na
região. Uma pesquisa divulgada no final de outubro pela IBM mostra que empresas
multinacionais estão aumentando seus investimentos em países emergentes, com
especial foco na África e, claro, na América Latina.
O estudo aponta que a América Latina recebeu 12% dos
postos de trabalho globais criados por projetos de expansão e investimentos
estrangeiros em 2007, o que representou um aumento de 6% em relação ao ano
anterior. México, Colômbia e Nicarágua
foram os países da região que percentualmente mais receberam postos de trabalho
originados dos aportes internacionais, enquanto Brasil e Chile mantiveram suas
posições como importantes destinos de investimentos.
E para
onde vão estes investimentos? O estudo apontou que a indústria melhor
posicionada é a de equipamentos de transporte, apresentando 200 mil postos de
trabalho.
O México foi o principal destino neste setor, com a criação de aproximadamente 26 mil novos empregos, como resultado do investimento pesado de empresas chinesas, norte-americanas e alemãs. A indústria de eletrônicos, com 190 mil vagas, e a de tecnologia da informação e comunicações, com 180 mil, ficaram em segundo e terceiro lugar na classificação global.
A pesquisa diz que a América Latina é funcionalmente inclinada para
produção, com mais de 80% dos postos de trabalho criados a partir de
investimentos nessa área. Isto é reflexo da alta concentração das atividades de
produção nos dois principais países da região, Brasil e México, que representam
mais de 90% dos empregos criados. Em contrapartida, o Chile e a Costa Rica são
relativamente mais orientados a serviços, com cerca de 50% dos empregos criados
nesse segmento.
Reflexos
O crescimento que alavanca resultados das multinacionais não
se dá somente nos investimentos. Quando se fala em internet, uma pesquisa
realizada pela Cisco aponta que a região terá a maior taxa de crescimento de
tráfego até o ano de 2012, com um aumento projetado de 61% em 5 anos.
A previsão
é do estudo Visual Networking Index (VNI) e são indicativo de que, por
aqui, os investimentos em estrutura IP devem alavancar ainda mais os resultados
de fornecedores que atuam no setor.
Comparado com outras regiões do mundo, o tráfego IP está
crescendo mais rápido na América Latina, seguida da Europa Oriental e
Ásia-Pacífico, devido principalmente ao rápido aumento da penetração da internet
nos lares e a chegada das conexões de alta velocidade no âmbito educativo e
empresarial. O relatório prevê que o tráfego IP no segmento de
consumidores finais, na América Latina, ultrapasse os 32 exabytes mensais até
2012.
Embora a maior parte do consumo atual de tráfego em IP seja em dados, o tráfego vinculado à IPTV (televisão sobre Internet) e ao VoD (Vídeo sob Demanda) aumentará rapidamente, com uma taxa de crescimento na região de mais de 68%.
Já o tráfego de dados móveis será duplicado a cada ano, entre 2008
e 2012. Neste ponto, a América Latina voltará a ser a região com o maior
crescimento, chegando a 199%, partindo de zero petabytes a cada 30 dias em 2006
e chegando progressivamente a 271 petabytes mensais em 2012.
Outra área em que a América Latina liderará o crescimento é a de web, e-mail e dados, uma categoria geral que inclui navegação, mensagens instantâneas, transferência de arquivos de dados e outros aplicativos.
Cloud computing é difícil?
O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA




