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Tecnologia
Por dentro das máquinas: virtualização demanda novos esforços de gerenciamento
Usuários de máquinas virtuais ainda falham em gerenciar a efetividade e, mais que isso, em perceber o potencial completo de seus benefícios para TI.
Tatiane Seoane, do COMPUTERWORLD
Enquanto em 2006 um estudo do Sage Research apontava que o interesse na implementação de projetos de virtualização atingia apenas 38% dos decisores de TI, hoje esta tecnologia é apontada pelo Gartner como uma das maiores apostas para 2009. Um levantamento do IDC - chamado Worldwide Quarterly Server Virtualization Tracker - apontou um crescimento de 58% no nível mundial de adoção da tecnologia.
Em outra pesquisa, a consultoria registrou que este segmento irá movimentar 2,7 bilhões de dólares até o próximo ano. A virtualização é o item que registra o maior impacto nos orçamentos para hardware e suporte, segundo uma análise da Saugatuck Technology.
Apesar do mercado aquecido, a sua usabilidade ainda não é totalmente dominada por quem a utiliza. Os usuários ainda falham em gerenciar a efetividade e, mais que isso, em perceber o potencial completo de seus benefícios para TI. Por isto, uma nova tendência dentro do quadro da virtualização tem esquentado ainda mais este segmento. Atualmente, os fornecedores têm trabalhado fortemente com a consultoria da virtualização.
“Não basta apenas aderir à tecnologia, fazer o gerenciamento dela é fundamental. A virtualização mexe com todas as áreas do data center e o usuário tem de saber o que está acontecendo lá dentro”, explica Arlindo Maluli, engenheiro de sistemas da VMware.
Em uma recente pesquisa da HP, 34% de seus clientes afirmaram que não têm competência suficiente para aderir à virtualização e outros 40% disseram não ter recursos para poder implementá-la. “O que os gestores da área de tecnologia da informação têm buscado são soluções completas, que não exijam envolvimento de suas partes”, completa Silvio Maemura, diretor de software da HP Brasil.
“O que encontramos tipicamente é que as empresas inicialmente testam a virtualização e a partir daí vão para o desenvolvimento da adoção. E este processo de re-arquitetarem as suas infra-estruturas demanda tempo” comenta William Teuber, vice-chairman da EMC Corp.
Desta forma, as fabricantes têm oferecido serviços customizados para medir o nível de utilização da tecnologia, acompanhando itens como consumo de energia, a utilização dos usuários, está o tráfego da rede, entre outros. Assim eles desenvolvem processos de consultoria que reúnem softwares para análise e otimização da tecnologia. Com este gerenciamento, os usuários têm acesso a respostas em tempo real. “São processos preventivos e de programação”, conta Roberto Diniz, executivo de otimização de TI da IBM.
Uma das maiores necessidades que fazem os gestores de TI decidirem procurar por serviços de consultoria de virtualização são preocupações em relação ao desempenho das máquinas. Outro grande fator é que o gerenciamento possibilita o domínio do aplicativo em sua atividade. Assim os usuários podem programar o horário de funcionamento em momentos de pico das máquinas e ter conhecimento sobre quanto dos processadores está sendo utilizado. “Desta forma, os usuários passam a ter uma visão única dos ambientes físicos e virtuais”, explica Maemura, da HP.
Na maioria dos casos, as soluções e ajustes aos quais os usuários têm de aderir depois de analisar os resultados do gerenciamento da virtualização, exigem aquisições de novos recursos, processadores e capacidade de memória. Para Maluli, da VMware, a consultoria da virtualização caracteriza um alto nível de maturidade da tecnologia. O executivo afirma que ela tem de ser planejada como todo projeto.
E a tendência, mesmo diante da crise, parece que não irá recuar. O mercado de armazenamento revelou um desempenho relativamente positivo apesar das restrições econômicas, e é de esperar que o setor de virtualização continue a crescer. Diferente do que acontece com empresas que estão mais vulneráveis à crise porque estão muito dependentes de clientes dos mercados financeiros e bancários – precisamente aqueles onde todo o abalo teve início.
O analista da Pund-IT, Charles King, considera que isto se deve ao fato de, por um lado, as empresas não poderem eliminar os gastos no armazenamento quando o volume de dados continua a crescer, e por outro, porque a virtualização permite, em longo prazo, poupar dinheiro e recursos. Esta tecnologia é o item que registra o maior impacto nos orçamentos para hardware e suporte, como já havia previsto um levantamento da Saugatuck Technology, intitulado “As Muitas Faces da Virtualização – entendendo uma nova realidade da TI”.
Segundo Teuber, da EMC, esta é uma tendência que continuará a ser adotada e a crescer com taxas saudáveis. “A tecnologia permite um retorno sobre o investimento de até 30%”, completa.
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