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Vasco quer conquistar clientes além do setor bancário no Brasil

São Paulo - Empresa de autenticação já conta com clientes como Bradesco, HSBC e Itaú no País; desafio é conquistar corporações em vários nichos de mercado.

Por Vinicius Cherobino, editor-assistente do COMPUTERWORLD

30 de março de 2009 - 15h07
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Conhecida no País pelos seus tokens em grandes bancos como Bradesco, HSBC e Itaú, a Vasco quer vender ferramentas de autenticação segura para outros nichos de mercado. Reestruturando a sua política de canais, que conta hoje com 20 canais e terá mais um distribuidor em poucas semanas, a empresa belga aposta em crescimento no Brasil.

“O nosso modelo de atuação em novos países é assim: conquistamos um grande cliente, estabelecemos escritório no país e vamos buscar crescimento. Estamos no momento de crescer no Brasil”, resume Ken Hunt, CEO e chairman da Vasco.

Como a empresa já trabalha com os maiores bancos do País, a meta agora é “conquistar os clientes dos nossos clientes”. O executivo acredita que é possível tirar proveito do que classificou como “marketing positivo” após o fechamento de grandes contratos com os bancos. “Ganhamos clientes por entregar o hardware com a cara do banco. Agora, queremos aproveitar esse sucesso e mostrar a nossa variedade de soluções”, diz.

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Além do setor financeiro, que usa autenticação forte para aplicações como internet banking, Hunt acredita que as grandes corporações, portais de comercio eletrônico ou até aplicações corporativas remotas de trabalho remoto podem ganhar com tokens ou outras ferramentas de autenticação.

O executivo citou o caso da Blizzard, desenvolvedora de games responsável pelo World of Warcraft, jogo online massivo (MMORPG, da sigla em inglês) que possui 22 milhões de usuários espalhados pelo mundo. A empresa fechou parceria com a Vasco para a compra de tokens para autenticar os jogadores. “Criamos um dispositivo com a identidade Blizzard. Em dois dias, todas as unidades da primeira leva já tinham sido vendidas e estavam sendo revendidas no eBay”, garante.

Questionado sobre as perspectivas da Certificação Digital, apontada pelos seus defensores como a resposta definitiva para autenticação em meio online e final da venda de tokens, por exemplo, Hunt se disse “pragmático”. “Eu não me importo com o tipo de tecnologia usada. Já temos produtos que usam a certificação digital. Se for neste sentido que o mercado for, estaremos preparados”, completou.

Hunt destacou como principal desafio diversificar as suas fontes de receita. Além de buscar outros setores além do bancário, a companhia quer vender em novas regiões e negociando novas aplicações além do hardware. “O modelo era 99% de hardware. Hoje conseguimos ter 25% em software e 75% em hardware. O desafio está em equilibrar esses números”, relata.

De acordo com o executivo, a região Europa e Oriente Médio representa 63% do faturamento, com 14% oriundo da Ásia Pacífico, 6% Estados Unidos e 20% América do Sul e outros países.

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