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Ainda estamos na idade da pedra em qualidade dos dados, defende especialista

São Paulo - Marcus Gebauer, chairman da German Society for Information and Data Quality (DGIQ), acredita que setor vai receber investimentos pesados em curto prazo.

Por Vinicius Cherobino, editor-assistente do COMPUTERWORLD

07 de abril de 2009 - 14h38
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As empresas não conseguem lidar com a quantidade de dados que são produzidas diariamente. A falta de critérios corporativos, a inexistência de treinamento dos profissionais e sistemas pouco transparentes que não deixam clara a origem das informações deixam a área de tecnologia da informação na “idade da pedra” no que diz respeito à qualidade dos dados. E, por conseqüência, toda a corporação.

Esta é a opinião de Marcus Gebauer, chairman da German Society for Information and Data Quality (DGIQ). Segundo ele, o mercado está prestes a experimentar uma guinada forte, com investimentos, em qualidade dos dados. “Se a companhia vê que a base das suas decisões - os dados - têm problemas, começa a investir em qualidade e governança das informações. Não é uma tarefa fácil, mas tem enormes recompensas”, disse.

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Segundo o especialista, uma das principais dificuldades da governança de dados está em combinar as métricas com outras metodologias como ITIL e Cobit, apenas para citar alguns exemplos. “É trabalhoso definir como implementar qualidade de dados, criar as políticas de verificação e apontar quem é o responsável”, disse e completou: “não vejo concorrência entre os frameworks, mas complementariedade. No futuro, acredito que as iniciativas de governança vão andar juntas, dividindo inclusive um departamento”.

Dados da IDC dão conta que, em 2010, os dados vão chegar a 988 exabytes (ou 988 milhões de gigabytes), valor maior do que a capacidade prevista, estimada em 600 exabytes. Segundo Gebauer, esse ritmo de crescimento será o principal motivador para adoção de governança de dados. Outro incentivador será a adoção de ferramentas de governança, risco e compliance (GRC).

“Muitas companhias estão comprando GRC e não entendem os dados de risco. Calculam tudo, mas não podem confiar cegamente nos dados por não poder garantir o que é realidade”, garantiu. Como as regulamentações passam a demandar cada vez mais esse tipo de informação, acrescenta, os investimentos em qualidade de dados são inevitáveis. “Só assim as empresas vão evitar multas”, defende.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Valorizar o DADO é a saída.

Com mais de 30 anos na área de Informática, sendo mais de 20 trabalhando na área de Administração de Dados, acredito que a qualidade de dados só será atingida quando for realmente implantada as áreas de Governança de Dados, Administração de Dados e criados nas Universidades cursos e matérias especificas sobre Dados, pois hoje o que vemos é muito mais (quando não apenas) ensino sobre tecnologia do que aplicação das técnicas. Nossos profissionais tem (aquele que possuem algum) um conhecimento sofrível de técnicas de estruturação de dados, até as mais elementares como a “normalização” o que faz com que os modelos de dados ( que são básicos para uma boa qualidade de dados) sejam de péssima qualidade. Waldir Ucci
Waldir - 16 Abr 2009, 18h01
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