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Tecnologia

Empresas padronizam browsers para funcionários

Para facilitar atualizações de segurança e reduzir gastos, organizações passam a limitar uso de navegadores para seus empregados.

Network World/EUA

13 de outubro de 2009 - 16h57
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Após anos de mudanças contínuas, o mercado de browsers em empresas está estabilizado. Desde 1994, quando o Mosaic Netscape foi lançado, o segmento de navegadores passou por diversas batalhas antes de chegar ao cenário atual.

No ano passado, o Internet Explorer, da Microsoft, tinha cerca de 70% do mercado, enquanto o Mozilla Firefox possuía 20%, segundo a Janco Associates. Os outros 10% eram divididos entre navegadores menores, como o Google Chrome, o Opera e o Safari, da Apple.

A estabilidade é resultado do fato das empresas estarem adotando apenas um navegador para os funcionários. Na maior parte das vezes o escolhido é o Internet Explorer.

Segundo o Chief Technology Officer (CTO) do governo da Ilha de Man, território dependente da Coroa inglesa localizado no Mar da Irlanda, Peter Clarke, o navegador da Microsoft é o melhor para empresas atualmente.
 
“Enquanto o departamento de TI gastava três a quatro dias criando políticas para instalação de pacotes ou customização do navegador, o Internet Explorer 8 ajuda a reduzir o processo para algumas horas”, diz Clarke.

Algumas grandes organizações estão limitando o uso dos funcionários aos dois navegadores mais populares. A Agência de Defesa de Sistemas de Informação dos Estados Unidos (DISA - do inglês Defense Information Systems Agency), por exemplo, permite que os empregados escolham entre o Mozilla Firefox e o Internet Explorer.

“Os dois oferecem funções e recursos similares. Muitos usuários se sentem mais confortáveis com um browser do que com outro e alguns sites comerciais são programados para funcionar melhor em um desses dois navegadores”, afirma a Chief Information Officer (CIO) da DISA Roberta Stempfley.

Confira a galeria "15 anos do navegador web"

Dar suporte a dois browsers causa alguns problemas para a DISA. Cada navegador possui suas vulnerabilidades e é preciso instalar correções frequentemente. Stempfley explica que a DISA segue orientações do Departamento de Defesa quando são lançadas atualizações para os navegadores.

A CIO recomenda que gerentes de tecnologia da informação permitam que seus funcionários escolham o próprio software sempre que possível. Ela sugere que as empresas “estabilizem e mantenham um padrão de browser que se encaixe nos requisitos dos usuários, além de oferecer configurações e a proteção necessárias para a empresa”.

Universidades, grupos de pesquisa e pequenos negócios frequentemente permitem que os usuários escolham seu navegador preferido. Essa política pode resultar em usuários satisfeiros, mas administradores de rede desesperados.

A Universidade de Boise State, nos Estados Unidos, permite que seus mais de 21 mil estudantes e funcionários escolham o navegador que usarão para acessar a internet.

“Não temos controle sobre os desktops dos estudantes ou dos funcionários”, diz a engenheira de rede Diane Dragone. “Damos suporte ao Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e Apple Safari. Falamos para os usuários que alguns softwares funcionam melhor, ou exclusivamente, em um desses browsers”.

Como resposta à estratégia, a Universidade recebe muitas ligações ao suporte tecnológico relacionadas a problemas com browsers.

“Recebemos uma ligação não faz muito tempo sobre um professor que estava postando em um site. Ele enviou o endereço aos alunos com um sinal de porcentagem no meio”, conta Dragone, lembrando que o endereço não funcionou em todos os navegadores.

“Funcionou bem em um ou dois browsers que eu tentei, mas nunca sabemos qual é o sistema operacional, qual é o navegador ou qual é o pacote de atualização que as pessoas usam”, completa.

Futuro
Pode um novo navegador modificar o cenário atual do mercado? Para Victor Janulaitis, é difícil saber se um novo browser pode ter grande impacto nas empresas.

“Agora, corporações estão cortando custos e tentando aumentar a produtividade”, diz Janulaitis. “Será muito difícil uma grande inovação que faça as com empresas troquem o navegador”, acredita.

Janulaitis espera grandes inovações no mercado de navegadores para dispositivos móveis, principalmente netbooks.

“Eu acho mais provável grandes inovações em netbooks do que em outros aparelhos portáteis por causa do tamanho da tela”, afirma. “A tela de um netbook é um pouco maior do que um pedaço de papel. Se você tem mais de 45 anos, não consegue ler o que está na pequena tela do telefone”.

(Carolyn Duffy Marsan)

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