Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD

Tecnologia

Windows 7 levará até dois anos para ganhar adesão de empresas

Domínio do XP no ambiente corporativo e cautela do mercado empresarial em esperar estabilidade do sistema operacional são fatores determinantes.

Fabiana Monte, da Computerworld

22 de outubro de 2009 - 00h10
página 1 de 1

O cálculo da consultoria Gartner é que o Windows 7 comece a ganhar a adesão do mercado corporativo a partir da segunda metade de 2010 e do primeiro semestre de 2011. Este é o tempo médio considerado por analistas como plausível para que uma empresa avalie a substituição do sistema operacional usado em seus computadores.

De acordo com o Gartner, as companhias necessitam deste período para ter a garantia de que todas as suas aplicações e hardware serão suportados pelo Windows 7 e para colocar em prática testes-piloto com o novo sistema operacional. “É prática aguardar que saiam as primeiras correções do sistema operacional, para termos uma resposta do mercado e que os principais problemas que normalmente vêm com o sistema operacional sejam resolvidos”, diz Rodrigo Suzuki, gerente de TI da PromonLogicalis.

No Brasil, essa análise também é verdadeira. Uma pesquisa realizada por Computerworld em agosto, com 130 CIOs, indica que, embora 59,56% dos executivos pretendam transformar o Windows 7 no sistema operacional padrão de suas empresas, 33,09% deles devem fazê-lo no prazo entre um ano e dois anos e outros 52,94% ainda não definiram uma estimativa.

Qual é o benefício?
A decisão de fazer a substituição de sistema operacional deve ser baseada, em primeiro lugar, na análise da relação custo-benefício que o novo produto e o próprio processo de migração trarão para o negócio.

É difícil estabelecer quanto uma empresa gasta para fazer a migração de sistema operacional. Especialistas afirmam que é delicado fazer essa estimativa porque o valor varia em função de diversos aspectos, como número de máquinas envolvidas e complexidade do ambiente computacional, entre outros fatores. “Não é barato, porque o sistema operacional é o coração do negócio”, observa o responsável pela área de tecnologia da consultoria Everis no Brasil, Felipe Dáguila.

Por isso mesmo, é necessário identificar, claramente, quais ganhos a corporação terá ao fazer a substituição, seja em aumento no nível de segurança, novas funcionalidades do novo sistema operacional ou por exigência das necessidades do negócio. É preciso fazer a conta fechar. “Migrar por migrar não faz sentido”, ressalta o diretor da área de tecnologia da informação da consultoria Accenture, Ricardo Chisman.

XP ainda domina
A consultoria Forrester Research analisou os desktops de mais de 85 mil usuários de 2,6 mil empresas entre julho de 2008 e março de 2009. No fim deste período, constatou-se que 86% dos computadores usavam o XP como sistema operacional, contra 11,9% de participação do Vista. Na pesquisa da Computerworld, o cenário é semelhante, com 71,43% das empresas com Windows XP, 19,78% com o Vista e outros 8,79% com o Windows 98.

“Hoje, nosso sistema é basicamente XP e ele nos atende tão bem que a última avaliação que fizemos foi no início do ano passado, quando compramos um lote grande de notebooks”, conta o gerente de tecnologia da informação da Pif Paf Alimentos, Augusto Carelli, responsável por um ambiente com 750 computadores.

A ainda grande penetração do Windows XP no mercado corporativo atrapalha mas, ao mesmo tempo, incentiva a migração para o Windows 7, principalmente a partir de 2010 e 2011. Como a Microsoft anunciou que dará suporte ao XP até 2014, os CIOs que optaram por pular o Vista ainda têm um ou dois anos para decidir pela migração para o Windows 7, de forma a concluir o processo ainda dentro do prazo de suporte do XP.

O Chief Information Officer (CIO) do grupo alimentício Doux, Rafael Nicoleta, diz que, ao avaliar a possibilidade de trocar o sistema operacional, ele considera, em primeiro lugar, se o fabricante mantém o suporte e as atualizações de segurança para a versão atual. “Se tem, minha preocupação em fazer a migração é menor. Mas chega uma hora em que isso é crítico”, admite.

O executivo viveu na prática a necessidade de mudar para uma versão mais recente do sistema operacional em 2007, quando cerca de 50 máquinas da empresa ainda funcionavam com Windows 98. Os computadores foram alvo de ataque de vírus, devido a fragilidades de segurança do antigo sistema operacional.

XP x Windows 7
Na prática, o desafio que o Windows 7 enfrentará é ganhar a confiança dos CIOs acostumados ao XP e insatisfeitos com o Vista. Segundo 62,5% dos executivos que participaram da pesquisa da Computerworld, a próxima geração do Windows será melhor do que sua precursora mas, para 11,76% deles, o Windows 7 não será melhor que o XP. E 19,85% dos entrevistados não têm opinião sobre o produto.

A rejeição sofrida pelo Vista deu-se devido a deficiências do sistema operacional em relação à compatibilidade de hardware e software. A Microsoft garante que esse problema foi solucionado e que o Windows 7 é mais “inteligente” que o Vista.

A maior preocupação dos executivos da área de tecnologia em relação à migração de sistema operacional é a compatibilidade. O sucesso desse processo depende da certeza de que os aplicativos e o hardware funcionarão adequadamente com a nova versão da plataforma.

“Em geral, colocamos mais atenção para garantir que tenhamos continuidade em termos de aplicações. Isso vale tanto para a migração de versões quanto de diferentes sistemas operacionais”, diz Ricardo Chisman, da Accenture.

Também é necessário avaliar se a configuração de hardware dos computadores em uso tem fôlego suficiente para funcionar com o novo sistema operacional. Uma migração do Vista para Windows 7 é menos sensível à questão de hardware, porque a necessidade dos dois sistemas é semelhante. Em relação XP, os requisitos de hardware são maiores.

Segundo a Microsoft, 10 mil parceiros de hardware e software da empresa avaliaram as versões evolutivas do Windows 7, sugerindo alterações e dando comentários. E parte desse trabalho contemplou analisar a compatibilidade com dispositivos e aplicações.

A empresa informa que, atualmente, a taxa de compatibilidade do novo sistema operacional com softwares globais de grandes fornecedores varia de 95% a 97%. Além disso, a Microsoft decidiu trazer para o Brasil uma iniciativa mundial chamada “Application Compatibility Factory” (Fábrica de Compatibilidade de Aplicações), que trabalha em conjunto com desenvolvedores locais para garantir a compatibilidade dessas aplicações com o Windows 7.

Com foco em parceiros ainda menores, a Microsoft Brasil criou a Application Compatibility Academy (Academia de Compatibilidade de Aplicações – ACA) que realizará treinamentos, road shows e oferecerá cursos online de capacitação.

Para estimular as corporações a deixarem o XP para trás e adotarem o Windows 7, as versões do novo sistema operacional voltadas para o mercado corporativo contam com um recurso que emula uma máquina virtual onde aplicações compatíveis apenas com o XP podem rodar. A solução é chamada de XP Mode e de Microsoft Enterprise Desktop Virtualization (MED-V), respectivamente, nas versões Professional e Enterprise.

Publicidade
As mais lidas
Especial - IT Leaders 2011

Cloud computing é difícil?

Cloud computing é difícil?

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

Publicidade
Newsletters
Assine a Computerworld