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Tecnologia

Dallas, da plataforma Azure, permite marketplaces de dados

Com ele será possível combinar informações provenientes de bases de dados que estejam na nuvem, seja ela pública ou privada.

Nando Rodrigues, da PC World*

17 de novembro de 2009 - 21h19
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A Microsoft apresentou, nesta terça-feira (17/11), uma evolução do diretório Pinpoint com a inclusão de um novo serviço,  o Dallas, que foi  construído a partir do Azure – plataforma de computação em nuvem desenvolvida pela empresa e que entra em produção a partir de janeiro de 2010.

O anúncio foi feito por Ray Ozzie, principal executivo da área de software da empresa, durante a abertura da PDC09, conferência para desenvolvedores que acontece a partir desta terça-feira e vai até o dia 19/11, em Los Angeles (EUA).

Dallas ainda é um codinome para o serviço que já está disponível no Pinpoint e que consiste em uma ferramenta para a construção de catálogos de dados. Ozzie afirma que o Dallas permite a criação de diferentes modalidades de distribuição de  informações na nuvem, gratuitamente ou por meio de assinatura, monetarizando o criador da base de dados.

O serviço nasce com parceiros de peso, entre os quais a Nasa, a agência de notícias Associated Press, a National Geographis, a Weather Central, entre outros. “O Dallas pode potencializar uma nova onda de recombinação e experimentação para os desenvolvedores”, afirmou Ozzie. 

Por meio de uma conexão por satélite, o Chief Information Officer do governo dos Estados Unidos, Vivek Kundra, afirmou que a plataforma pode auxiliar governos a tornarem públicas suas bases de dados e citou, por exemplo a iniciativa da agência espacial norte-americana (Nasa) de abrir a base de dados sobre Marte obtidos pela sonda Pathfinder. “Qualquer um que quiser pode acessar os dados a partir do site do projeto”, disse Kundra, que exibiu também um aplicativo para iPhone que permite a localização de oportunidades de emprego baseadas no serviço Dallas, a partir da combinação de informações fornecidas pelo interessado.

Para Ozzie, os consumidores querem opções e mais flexibilidade para poderem desenvolver e implementar aplicações. “Estamos indo para uma era na qual as soluções são experimentadas pelo PC, celular e internet indistintamente, e fornecidas a partir de datacenters podem estar tanto em nuvens públicas quanto privadas”, afimou. E é neste ponto que tanto o Azure quanto o SQL Azure, bases das estratégia de nuvem da Microsoft, vão atuar, ao permitirem que os desenvolvedores criem soluções lucrativas.

*O jornalista viajou a Los Angeles a convite da Microsoft Brasil

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