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Tecnologia
Razões pelas quais o Chrome OS pode ser um fracasso
Inflexibilidade e base do Linux podem impedir que o Google consiga emplacar seu sistema operacional Chrome.
InfoWorld/EUA
Em julho o Google anunciou o desenvolvimento de seu sistema operacional Chrome e criou uma grande expectativa no universo da tecnologia. Após 5 meses de espera, a empresa frustrou a expectativa de quem aguardava um beta e lançou somente um código para desenvolvedores.
Randal C. Kennedy, colunista da InfoWorld norte-americana e diretor de pesquisa da consultoria Competitive System Analysis, acredita que o desenrolar da história mostra que o Chrome será um fracasso. Segundo ele, nenhuma informação sobre o sistema ficou muito clara e seus pré-requisitos dependem de hardware ainda inexistente. Confira, abaixo, os argumentos que Kennedy apresentou em seu último artigo.
Falha 1 – A base do
Linux
O Google utiliza o
Linux para construir um ambiente de desktop leve e orientado à web.
Mas não deixa de herdar muitos dos problemas do sistema de código
aberto, como a compatibilidade precária para determinados tipos de
hardware.
Do gerenciamento de energia ao suporte a monitores, o Linux têm sido um campo minado de códigos cheios de falhas e de drivers mal feitos. O Google reconhece o fato, mas a solução encontrada foi um desastre: o sistema será distribuído exclusivamente em uma série de netbooks que ainda não estão no mercado.
Como o Google não consegue estabelecer um ecossistema de hardware viável e tem um prazo curto pela frente (meados de 2010), a companhia escolheu o caminho fácil: em vez de trabalhar duro com os fabricantes de equipamentos e construir um processo de certificação, a empresa resolveu determinar quais sistemas poderão rodar o Chrome para então jogar a responsabilidade pelo resto do ecossistema na comunidade de código aberto.
Falha 2 – A interface
do usuário web
O Google gosta de olhar
o mundo através do prisma de uma página web. Assim, não é
surpresa que a interface primária do sistema operacional Chrome seja
o navegador Chrome. Diferentemente de um sistema tradicional, não há
mesa de trabalho. As aplicações que rodam sob o Chrome são, na
verdade, páginas web interativas, com as abas do Chrome auxiliando
na separação de organização visual na tela. As especificações
básicas, como configurações de Wi-Fi, são feitas por meio de uma
janela pop-up do Chrome, enquanto uma barra de status simples, no
topo da tela, informa o status da conectividade, tempo de vida da
bateria, etc.
Nada disso é original ou gera algum apelo. A interface por abas e outros elementos da usabilidade são derivados do Mac OS X ou Windows, assim como as barras de status e o menu de aplicativos. Na verdade, nada no Chrome é inovador. Ele só substitui o que tínhamos no sistema operacional tradicional e adapta para equivalentes web. Em uma primeira análise, essa ação pode ser boa. Conteúdo web é mais leve e mais fácil de isolar do ponto de vista de segurança. Mas traz inflexibilidade ao sistema. E o mundo não se renderá a um sistema operacional inflexível.
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