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Tecnologia
HP anuncia oferta de infraestrutura convergente no Brasil
Oferta se baseia em virtualização e gestão inteligente do uso de energia elétrica no data center.
Rodrigo Afonso, da Computerworld
Mirando companhias que já possuem data centers complexos, a HP anuncia no mercado brasileiro sua oferta de infraestrutura convergente. A convergência, segundo a companhia, acontece quando todos os elementos estão virtualizados, com gestão automatizada, recursos otimizados e garantia de disponibilidade.
Para oferecer o produto, a empresa está reunindo sua plataforma de integração de software, servidor, armazenamento e redes (HP BladeSystem Matrix), um ambiente para reduzir a complexidade de gestão de processos e aplicativos (HP Infrastrucuture Operating Environment), além de ferramentas para virtualização (HP FlexFabric e HP Virtual Resource Pools).
Um dos principais destaques da nova oferta é o HP Data Center Smart Grid, que permite o monitoramento do uso de energia da infraestrutura de data center. “As empresas chegavam a reservar o dobro da energia necessária para as instalações e máquinas, pois o consumo é imprevisível. Com a ferramenta, é possível monitorar como a energia é consumida e reduzir o consumo por conseqüência”, afirma o vice-presidente da unidade de Servidores, Storage e Redes (ESSN, da sigla em inglês), Bob Schultz.
Para fortalecer a área, a empresa está reforçando investimentos nacionais em forças de vendas e em estratégias de distribuição. “Estamos buscando ampliar a cobertura do mercado nacional para ganhar penetração”, diz o diretor da área de ESSN no Brasil, Denoel Eller.
3Com
Na estratégia de infraestrutura convergente, a 3Com, cuja aquisição foi anunciada pela HP no final do ano passado, terá um papel importante. Segundo os executivos, a tecnologia complementa as plataformas da HP e vão dar força à empresa para competir com a Cisco.
Para Bob Schultz, a Cisco é forte em um mercado de pouca competição e teve de migrar para o de servidores, altamente competitivo. “Não é tão simples assim entrar nesse mercado. Há toda uma questão de cadeia de distribuição e expertise de mercado”, diz.
Por outro lado, a HP passaria a contar com a tecnologia de uma empresa que tem market share significativo no mercado asiático, em um mercado que ainda é pouco competitivo no Brasil. “Acredito que isso nos dá vantagem nesse cenário de competição”, avalia.
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