
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Tecnologia
Greenpeace: cloud computing aumenta emissões de carbono
Novo relatório adverte que o crescimento da computação em nuvem será acompanhado por um forte aumento das emissões de gases que causam o efeito estufa.
Por IDG News Service
Um novo relatório do Greenpeace adverte que o crescimento da computação em nuvem será acompanhado por um forte aumento das emissões de gases com efeito estufa, e convida as grandes empresas, como Facebook, Yahoo e Google, a fazer mais para ajudar o meio ambiente.
"A nuvem está crescendo em um momento cujas alterações climáticas e a redução na emissão de gases na atmosfera se tornou uma preocupação primordial", diz o Greenpeace em relatório divulgado na terça-feira (30/3). "Com o crescimento da nuvem, entretanto, vem um aumento da procura de energia", acrescenta.
De quanto é esse aumento? O Greenpeace admite que é difícil calcular, mas estima que a energia elétrica consumida pelos data centers e redes de telecomunicações - o que chama de "os principais componentes de computação baseados em nuvem" - irá triplicar entre 2007 e 2020.
As grandes empresas de internet estão trabalhando duro para melhorar a sua eficiência energética, o que ajuda a reduzir seus custos operacionais. Mas, segundo a entidade, eles ainda irão escolher data centers, valendo-se do sentido mais comercial, mesmo que isso signifique usar "energia" suja "a partir de plantas a carvão".
O relatório, intitulado "Make It Green: Cloud Computing e a sua Contribuição para a Mudança Climática", toma como ponto de partida o lançamento do IPad Apple. O Greenpeace chama o IPad de "um prenúncio do que está por vir", no sentido de que o seu objetivo principal é fazer download de vídeo, música e livros de serviços baseados em nuvem.
Não é a primeira vez que o Greenpeace tem chamado a atenção para o uso de energia em data centers. Além do mais, o grupo ambientalista parece disposto a sensibilizar os consumidores sobre onde os seus serviços de Internet vêm.
Recentemente, o Greenpeace lançou uma campanha contra o Facebook sobre a decisão de construir um data center em Prineville, Oregon, que utilizará carvão na captação de energia. Em seu relatório, a entidade comparou o caso da rede social com uma decisão feita pelo Yahoo, que está construindo um data center em Nova York, e que usará principalmente energia hidrelétrica.
Para se defender, o Facebook afirmou que o clima do Oregon permite o uso de temperatura ambiente para refrigeração, que elimina a necessidade grandes gastos com ar-condicionado. Em declaração ao site Data Center Knowledge, o porta foz da companhia disse que não existe datacenter movido a carvão ou a energia hidrelétrica. Os data centers simplesmente plugam equipamentos no sistema interconectado do fornecedor de energia, que produz eletricidade de diversas maneiras.
Tanto o Google quanto a Microsoft vêm realizando um trabalho de educação sobre como reduzir consumo de energia. Ano passado, o Google ainda propôs um plano (3,7 trilhões de dólares) de 20 anos para reduzir a dependência dos EUA dos combustíveis fósseis.
Ainda assim, o Greenpeace quer que as empresas de internet façam mais em prol do fornecimento das energias renováveis. "A última coisa de que precisamos é de mais infraestrutura em nuvem construída em locais onde isso represente alta na demanda por energia suja acionada a carvão", finaliza o Greenpeace, cujo argumento é de que as empresas da web deveriam ser mais cuidadosas quanto aos locais em que constroem suas centrais de dados e deveriam intensificar a pressão em Washington por energia mais limpa.
Cloud computing é difícil?
O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA




