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SAP lança software para gerenciar desempenho ambiental

Companhia também mede consumo de energia com ERP; benchkmark com três grandes indústrias deve indicar, até junho, níveis de referência para a demanda de energia em data centers.

Verônica Couto, especial para Computerworld

22 de abril de 2010 - 17h09
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O sistema da SAP para gerenciar o desempenho das empresas do ponto de vista da sustentabilidade, o Sustainability Performance Management (SuPM), está disponível no Brasil a partir deste mês. O programa funciona sozinho e não requer a instalação de outras ferramentas SAP.

De acordo com o gerente de soluções de sustentabilidade da empresa no País, Alexandre Casarini, o software traz embutidos parâmetros métricos de padrões internacionais, como os da organização não governamental Global Report Initiative (GRI), adotados mundialmente. Também permite a importação de indicadores locais – por exemplo, na versão adaptada agora para o Brasil, aqueles utilizados pelo Instituto Ethos.

O SuPM é certificado pelo GRI que, no momento, está recebendo currículos e propostas por seu site para formar um grupo de trabalho dedicado a criar métricas específicas para o Brasil. O grupo deve ser composto com um mínimo de 10 participantes e um máximo de 16 integrantes, distribuídos conforme a própria direção do GRI: 40% de empresários, 20% da sociedade civil; 10% de classes de trabalhadores, e 20% de outras instituições mediadoras.  A ideia é que a equipe esteja formado no segundo semestre e se reúna quatro vezes por ano.

Além de lançar o gerenciador de sustentabilidade, a SAP também trabalha para neutralizar as acusações de que sistemas ERP seriam os vilões dos data centers, provocando alto consumo de energia nos servidores. A exemplo do que já fez nos EUA, a empresa está conduzindo, no Brasil, um benchmark com três grandes clientes (siderúrgicas e da área de papel e celulose) para estabelecer níveis razoáveis de demanda energética. “Essas medidas podem servir de referência para os usuários”, diz Casarini. Ele espera concluir o benchmark nacional até o fim de junho.

A SAP tem 92 mil clientes, que respondem por um sexto das emissões mundiais de carbono. “Por isso, estamos preocupados em fornecer as melhores soluções, que vão provocar as transformações dos nossos clientes”, diz o vice-presidente de sustentabilidade da SAP Brasil, Silmar El-Beck. A própria empresa tem uma meta de reduzir, até 2020, 50% do consumo de energia da corporação registrado em 2007, voltando às quantidades verificadas no ano 2000. No resultado fiscal de 2009, anunciado em janeiro, a SAP apresentou uma redução de 15% no ano, equivalente a uma economia de 118 milhões de dólares.

Para controle do consumo de energia, especificamente, a SAP oferece o Carbon Impact, solução sob medida, contratada opcionalmente como serviço, que gerencia a emissão de gases efeito estufa e outros impactos ambientais, como controle de resíduos sólidos e consumo de água. Por enquanto, negocia com grandes indústrias, mas não tem nenhum cliente no Brasil.

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