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Tecnologia

Software de código aberto atrai um número maior de empresas

Computerworld/US

29 de junho de 2010 - 07h00
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Há cinco anos, a empresa tomou a decisão de dar preferência ao uso de soluções open source. Um dos maiores projetos da companhia nesse sentido foi a migração dos sistemas que rodam em 10 mil pontos de venda, da plataforma dBase para PostgreSQL.

O CIO da rede norte-americana de supermercados Save Mart, James Sims, por sua vez, optou por comprar uma licença corporativa para complementar o sistema de código aberto. O grupo usa uma série de soluções open source, mas enfrentou problemas com a versão pública do banco de dados Ingres, o qual roda toda a folha de pagamento e o controle das horas trabalhadas dos funcionários da companhia. A grande deficiência da solução era em relação à sua capacidade de suportar o tamanho do grupo, que opera com 240 lojas e 115 farmácias.

Após detectar o problema, Sims conta que procurou a fornecedora do sistema e decidiu assinar um contrato de suporte corporativo. E mesmo pagando o equivalente a qualquer serviço oferecido por um fornecedor de banco de dados tradicional, o executivo se mostra bastante satisfeito: “O suporte da Ingres é incrivelmente eficaz, muito acima das expectativas.”

Bassim Hamadeh, fundador da editora de material didático University Readers Inc., tem uma experiência similar à de Sims. Há três anos, depois de experimentar por 24 meses a versão gratuita, ele comprou a licença de uso do sistema SugarCRM. “Nosso gerente de TI leu a respeito da versão 2.0 da solução, instalou o software e, em questão de uma semana, estávamos rodando o programa”, lembra, ao afirmar que, após esse teste, ele decidiu adquirir a solução.

Ao migrar para a versão paga do SugarCRM, a University Readers passou a arcar com um custo anual aproximado de 350 dólares por usuário. “O que representa uma economia de 75% em comparação a soluções tradicionais”, calcula Hamadeh. Ele destaca ainda que outra vantagem do novo sistema é o fato dele contar com recursos adicionais, entre eles, geração de relatórios mais robustos, um gerenciador do fluxo de trabalho e disparos programados de campanhas.

Outro diferencial competitivo dos sistemas de código aberto é o apoio gratuito de especialistas que pode ser obtido em fóruns de discussão nas comunidades open source, em especial, no caso de sistemas amplamente disseminados ou daqueles mais maduros. Mesmo assim, contar com esses grupos como única fonte de suporte, no lugar de contratar serviços adicionais, pode ser uma estratégia arriscada.

"Com uma busca no Google é possível resolver cerca de 90% dos problemas com software de código aberto, mas os 10% restantes podem representar a morte, em especial se envolverem sistemas de missão crítica”, destaca o analista da Gartner. Ele cita que é essencial entender o impacto nos negócios que uma falha tende a causar e qual o plano para contornar tais eventualidades. “Se não existe um acordo de nível de serviço, contrato ou garantia, o usuário precisa estar pronto para arcar com a responsabilidade”, explica Driver, que acrescenta: “Quando a empresa tem recursos internos de suporte, tudo bem. Mas se esse não for o caso, ela gera riscos incalculáveis.”

Na NPC, de todos os softwares de código aberto utilizados na companhia, o CIO Jon Brisbin optou por contratar suporte apenas para o servidor SpringSource, que roda aplicativos web hospedados em uma nuvem interna. A decisão foi motivada pelo fato de a equipe de TI da companhia não conhecer o suficiente sobre a solução. “E tenho dificuldades de montar uma lista de 150 desenvolvedores e ficar fazendo perguntas a eles. Até porque são poucas as empresas que fazem as coisas do mesmo jeito que a minha”, relata Brisbin, ao explicar que isso o levou a desembolsar 2 mil dólares pelo serviço.

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